24 junho, 2017

Reator nuclear e disco voador, tudo junto

É possível construir um reator nuclear combinado com um disco voador, na opinião do inventor chinês Jiubin Chen, que entrou com este pedido de patente em 2008:

O pedido de patente incluía este solitário desenho técnico:

A geopolítica do gelo


Em 1867, os Estados Unidos compraram o Alasca da Rússia, graças à especial dedicação do secretário de Estado William Seward. Foi uma grande aquisição. [Ver: A loucura de Seward]
Mas Seward também considerou a possibilidade de comprar a Islândia e a Groenlândia, que pertenciam à Dinamarca.
Anna Andersen, do Reykjavík Grapevine, conta a história. Em 1868, Benjamin Mills Pierce, um engenheiro de minas, elaborou um relatório sobre o assunto para o Departamento de Estado. A Groenlândia, disse ele, tinha possibilidades impressionantes de pesca comercial, bem como enormes reservas de criolita (Na3AlF6, hexafluoraluminato de sódio) que eram cada vez mais acessíveis aos novos métodos de mineração.
A Islândia seria menos valiosa, ainda que suas águas fossem muito ricas em peixes. Mas os islandeses eram ferozmente patrióticos e poderiam não receber bem uma anexação.
Pierce argumentava que a maior vantagem de possuir esses territórios era a estratégica. Se os EUA possuíssem a Groenlândia e a Islândia, além do Alasca, cercariam o Canadá. E isso poderia ajudar a persuadi-lo a juntar-se aos Estados Unidos.
A ideia não prosperou. E o Reykjavík Grapevine nos diz que, quando o relatório de Pierce foi apresentado ao Senado, os membros literalmente riram da ideia.

Fontes
http://www.neatorama.com/2016/06/05/1868-US-Considers-Buying-Iceland-and-Greenland/
http://query.nytimes.com/mem/archive-free/pdf?res=9A07EFDD133AEF34BC4152DFB1668382679FDE
http://www.alternatehistory.com/forum/threads/what-if-united-states-of-america-buys-iceland-in-1869.389783/
https://pt.wikipedia.org/wiki/Criolita

23 junho, 2017

No estúdio

Versão PGCS

Allegro ma non troppo

É o título de um dos livros mais conhecidos do historiador italiano Carlo Maria Cipolla.
Compõe-se de dois ensaios humorísticos distintos, que parodiam as técnicas metodológicas da análise humanística e da historiografia.
As leis fundamentais da estupidez humana (em italiano Le leggi fondamentali della stupidità umana), é o capítulo no qual classifica a população humana em quatro grandes grupos:
  1. Os inteligentes: conseguem ter uma ação que resulta em vantagem para si e também para os outros (ainda que menor);
  2. Os vigaristas: tiram vantagem para si com prejuízo de terceiros;
  3. Os crédulos: geram vantagem aos outros, causando prejuízo a si próprios;
  4. Os estúpidos: têm uma ação que resulta em prejuízo para si e para os outros (ainda que menor).
O livro também enuncia as cinco leis que definem o comportamento da estupidez na humanidade.

22 junho, 2017

Ciência x crenças

Credo quia absurdum. (*)

A questão aqui é mais filosófica: sobre a diferença entre crer em algo com fundamento e com evidências (a ciência e o método científico) e crer em algo sem evidências e por uma mera questão de ter fé (porque é antigo, porque muita gente acredita, ou porque... sim).
Neil Tyson-DeGrasse resumiu isso perfeitamente:
O mais extraordinário das leis da física é que elas são aplicáveis em todas as situações, acreditem nelas ou não.
Em outras palavras, você pode tentar com todas suas forças em não «crer na gravidade», convencer-se disso e ter fé para saltar de um edifício para o vazio – sem paraquedas. Mas isso não fará com que a «gravidade deixe de funcionar».

(*) "Creio por ser absurdo". Frase de origem desconhecida, que talvez seja uma adaptação das palavras de Tertuliano, Certum est quia impossibile est, "É certo, porque é impossível". Paulo Rónai, in: "Não Perca o seu Latim".

Ciência x pseudociência

Espécies animais extintas que a Ciência poderá trazer de volta

Ao longo dos milênios, animais foram extintos na Terra por razões diferentes. Às vezes, o desaparecimento foi devido a uma mudança dramática no clima. Outras vezes, foi por causa da intervenção humana.
Avanços na ciência, especificamente na área da biotecnologia, podem permitir que os cientistas venham a trazer alguns desses animais "de volta" da extinção, e há 25 espécies já na lista.
O mamute, o rinoceronte lanoso, o tigre tasmaniano, o moa e o pássaro dodô, entre outros.
Em geral, ajuda se há uma espécie ainda viva hoje que seja geneticamente próxima ao animal extinto, como os elefantes com relação aos mamutes.
Há também outros critérios a considerar antes de trazer um animal de volta da sepultura: suas implicações biológicas e ecológicas.
Os cientistas devem ser capazes de mostrar que a espécie é desejável por ter uma função ecológica importante ou por ser amada pelos seres humanos. E eles também devem considerar questões práticas, como a de ter acesso a tecidos da espécie com amostras de DNA de boa qualidade.
Além disso, são detalhes importantes para a espécie a ser reintroduzida na natureza: o habitat, alimentos suficientes e o contato limitado com os seres humanos.
Infelizmente, dinossauros pontuam mal nesses quesitos e, por isso, provavelmente não vai ser fácil termos um verdadeiro Jurassic Park.


O dodô é talvez o animal extinto mais famoso. Evoluiu sem nenhum predador natural. Mas os seres humanos que chegaram a sua ilha natal, Maurício, mataram a todos eles por comida. Em 2007, os cientistas encontraram o melhor esqueleto de dodô preservado, que pode conter valiosas amostras de DNA.

21 junho, 2017

Como pisar em ovos [sem quebrá-los]

Segundo a Ciência de Rua do Science Chanel, a casca de um ovo e o arco de uma abóbada são construídos obedecendo-se aos mesmos princípios.



A galinha é uma notável engenheira e Alisa precisa ir urgente a uma pedicure.

Google faz homenagem a Machado de Assis

Joaquim Maria Machado de Assis (RJ, 21 de junho de 1839 — RJ, 29 de setembro de 1908) foi um escritor brasileiro, considerado por muitos críticos, estudiosos, escritores e leitores como um dos maiores senão o maior nome da literatura do Brasil. Escreveu em praticamente todos os gêneros literários, sendo poeta, romancista, cronista, dramaturgo, contista, folhetinista, jornalista, e crítico literário. Testemunhou a mudança política no país quando a República substituiu o Império e foi grande comentador e relator dos eventos político-sociais de sua época.
Para homenageá-lo (178º aniversário), o Google está exibindo um novo doodle na pagina inicial.


"É grande, é imenso o Machado. É o pico solitário das nossas letras. Os demais nem lhe dão pela cintura." ~ Monteiro Lobato

O cão falante

Um homem vê uma placa no lado de fora de uma casa na Inglaterra: CÃO FALANTE À VENDA.
Ele toca a campainha, o proprietário aparece e lhe diz que o cão pode ser visto no quintal. É um cão da raça Labrador, muito amistoso.
"Você realmente fala?", ele pergunta ao cachorro.
"Sim", responde o Labrador.
Depois de se recuperar do choque de ouvir o cão falar, o homem prossegue: "Então, me conte sua história".
O Labrador olha para cima e diz:
"Bem, eu descobri que poderia falar quando eu era muito jovem. Eu queria ajudar o governo, então eu procurei o Serviço Secreto. Logo, eles me mandaram de país em país, a fim de circular em salas com espiões e líderes mundiais, porque ninguém imaginaria que um cão pudesse escutá-los. Eu fui um de seus espiões mais eficientes por oito anos. Mas aquela agitação toda realmente me cansou, e eu sabia que não era mais jovem, então eu decidi me estabelecer. E me candidatei a um emprego no aeroporto de Heathrow para trabalhar como segurança disfarçado, perambulando por perto de personagens suspeitos e escutando o que eles diziam. Eu descobri algumas transações incríveis e fui premiado com várias medalhas. Aí me casei, tive alguns filhotes e agora acabo de me aposentar."
O homem está espantado. Ele volta para a frente da casa e pergunta ao dono o quanto ele quer pelo cachorro.
"Dez libras", diz o dono.
"£ 10 !? Mas este cão é absolutamente incrível! Por que você está vendendo-o tão barato?"
"Porque é um bastardo mentiroso. Ele nunca nem saiu do meu quintal."

O galo falante de Nelson

20 junho, 2017

A beleza na Matemática - 2

Quanto a tudo o mais, também para uma teoria matemática: a beleza pode ser percebida mas não explicada. ~ Arthur Cayley


A beleza na Matemática - 1

É só o "mi"

O Coelho da Páscoa você já conhece. E este coelho (de origem vegetal) que dá o ar de sua graça nas festas juninas?
É só o "mi". Mas não é para ser "disbuiado".


Etimologia
Há duas hipóteses para o origem do termo "junino": 1) pode vir de "São João", nome de um dos santos homenageados nas festas; 2) pode vir de "junho", mês em que as festas são celebradas.

Ver também: Coelhos de poeira

19 junho, 2017

A platina no Ceará

Primeira mina brasileira de platina será no Estado do Ceará
Sabia desta? É um extraordinário anúncio - tomara que dê certo e não fique como a picaretagem das "colossais jazidas de minério de ferro em Tauá, Quiterianópolis e Parambu" como foi irresponsavelmente anunciado por alguns burocratas do Governo do Estado (2008). A platina realmente é um elemento que, por suas propriedades físicas, faz jus a seus títulos nobiliárquicos. Agora é torcer para que o país alcance a autossuficiência neste minério. ~ Jaime Nogueira
Fonte
Cristais de platina
N. do E.
Curiosamente, a crosta lunar apresenta alta concentração de platina, porém de exploração inviável.

O melhor ajudante de cozinha no século 17

Nas cozinhas quentes e fumarentas do século 17 na Europa, você iria encontrar um monte de coisas que não vê mais nas cozinhas de hoje: um grande fogão aberto, um espeto enferrujado de ferro e oh! - uma roda com um pequeno cachorro vivo, constantemente correndo.
Por muitos anos, cães foram especialmente criados para correrem nessas rodas, fazendo girar o espeto em que as carnes eram assadas.
Pois bem. O surgimento desses cães foi uma mão na roda para os cozinheiros. Eles estavam desesperados com o trabalho quente, suado e cansativo a que eram obrigados cumprir para evitar que um ganso, por exemplo, ficasse desigualmente assado.

www.atlasobscura.com

18 junho, 2017

Vá direto ao assunto

= chegue ao ponto.
No internetês: TL;DR (too long; didn't read) = usado para indicar que não leu o texto todo por ser muito longo.
Razões
1. A incapacidade de aceitar, compreender ou prestar atenção às informações quando não estiverem separados por um cabeçalho.
2. A capacidade de ler arbitrariamente 400 pequenas mensagens, mas não um texto longo.
3. Um sinal de DDA ou a falta de capacidade de leitura.
4. Uma resposta muito barata e uma indicação de falta de inteligência.
5. 90% do tempo: uma mentira.
6. A desesperada tentativa de um retorno utilizado por pessoas que simplesmente não podem pensar em retornos.
7. Normalmente usado por pessoas que foram dilaceradas verbalmente, mas querem uma última tentativa de um olhar espirituoso.
8. Fracasso total em # 7.
7. Um sinal de que, não só é alguém muito preguiçoso e estúpido para ler, mas, claramente, muito preguiçoso e estúpido para sequer digitar quatro palavras indicando isso.
9. Recolher todos os "tl, dr" post on-line, e você terá uma boa estimativa do número de idiotas preguiçosos na Terra, que atualmente têm acesso à Internet.
10. Realmente deveria ser: too lazy; didn't read.
Em suma, TL;DR é um exemplo brilhante da pandemia de Déficit de Atenção que parece assolar a nossa sociedade. Normalmente é dito por pessoas que a) nunca leram um livro, b) não têm nenhuma réplica lógica, c) quer uma risada fácil, ou qualquer combinação dos três.


O Dicionário Brasileiro de Frases (DBF) segundo o autor
Por que consultar um dicionário de palavras quando se pode recorrer a um dicionário de frases?
Por trazer os significados de frases inteiras, o DBF é o estado da arte dos dicionários.
Já pensei em colocar o DBF no Kickstarter para conseguir algum financiamento. Não nego que o projeto precisa de uma emulação (que significa: dinheiro).
O DBF está para os demais dicionários assim como o DeLorean do filme "De volta para o futuro" está para as bigas que corriam no Coliseu.
Quando pronto, o DBF não poderá ser adquirido separadamente. O dicionário só poderá ser comercializado em venda casada com a série completa do Harry Potter.
PGCS

O espião que fumava (quase sempre)

Qual dos seguintes atores não fumou no papel de 007?
(  ) Sean Connery
(  ) George Lazenby
(  ) Roger Moore
(  ) Timothy Dalton
(  ) Pierce Brosnan
(  ) Daniel Craig


Na tela, James Bond não corresponde ao hábito de 60/dia dos romances, mas ele fuma em onze dos vinte e três filmes de 007. Sean Connery, que assumiu o papel de Bond para os primeiros cinco filmes, é apresentado em "Dr. No" com um cigarro entre os lábios. Roger Moore, como entusiasta de charutos e querendo diferenciar o personagem, fumou exclusivamente charutos ao longo de seus sete filmes. George Lazenby e Timothy Dalton não eram fumantes pesados, mas ambos fumaram cigarros ocasionais como Bond nos três filmes que estrelaram. Pierce Brosnan foi o primeiro ator a reivindicar um Bond sem fumaça, mas acabou se curvando e soprando um charuto no filme "Die Another Day". Daniel Craig foi o único a se recusar a acender um cigarro como Bond. Craig é um fumante pesado da câmera, mas ele vê Bond fumando como um problema logístico. Em uma entrevista, ele afirmou:
"Eu não desejo que [Bond] fume. Ian Fleming criou um Bond que fumava 60 cigarros por dia. Eu não posso fumar e, em seguida, correr duas milhas e meia numa estrada. Isso simplesmente não faz sentido."
Extraído de: The Spy Who Loved Smoking, GEIST

Ver também: O homem do fígado de ouro

17 junho, 2017

Dois trilhões de galáxias

Uma equipe internacional de astrônomos liderados por Christopher Conselice, professor de astrofísica na Universidade de Nottingham, estima que o universo contém, pelo menos, 2 trilhões de galáxias, dez vezes mais do que se pensava anteriormente.
Na década de 1990, as imagens captadas pelo telescópio espacial Hubble levaram os astrônomos a calcular que o número de galáxias contido no universo observável (aquele cuja luz teve tempo para chegar até nós) era de cerca de 200 bilhões. O novo estudo estima que a quantidade é pelo menos 10 vezes maior, e coloca o número em 2 trilhões de galáxias.
Uma comentário inevitável para a ocasião:
- O universo é muito, muito grande. Muito maior do que qualquer um jamais imaginou. Se só somos nós, quanto espaço desperdiçado! Dra. Arroway (Jodie Foster), Contact, 1996

Uma forma diferente de homenagear um professor aposentado



17 MPH é um limite de velocidade incomum, mas no campus da Hampshire College, em Amherst (Mass.), todos os sinais de limite de velocidade foram alterados de 15 para 17 milhas por hora para homenagear David Kelly, um professor de matemática recém-aposentado.
Kelly passou sua carreira fascinado pelo número 17.
Para os interessados, o site wwlp.com lista 17 fatos interessantes com o 17 do professor.

Pat's Blog, em 17/01/2017

16 junho, 2017

Seu desejo é uma ordem


As escolas literárias no Rio antigo

(Enquète à moderna - Previna-se aos leitores que não será publicada em volume - É só para o gasto - Deu trabalho para escrever - Se não prestar é por minha culpa - Cada um dá o que tem.)
O Rio tem muitas escolas literárias, mas nem todas são conhecidas do público. Ora, e isto é o diabo. O público brasileiro é doido pelas letras, pelas artes: interessa-se de um modo exorbitante por tudo que cheira a livro, excetuando-se, já se vê, os livros do "bê-a-bá". Isso é outra massada: o publico adora a literatura, protege-a, vive para ela, porém não sabe decifrar as letras porque odeia o "bê-a-bá".
Daí começa a dificuldade da minha reportagem, porque ela é feita para a massa. E sabem quem é a massa? É o conjunto absoluto, compacto, integral e unânime de todos os bípedes implumes chamados vulgarmente cidadãos e cientificamente Homo sapiens.
Para uma enquète desta ordem a primeira coisa a fazer é definir o que seja uma escola literária. A melhor definição é a seguinte: escola literária é a reunião de uma ou mais pessoas escrevendo segundo as mesmas regras.
Assim, por exemplo, o nefelibatismo. Esta escola tem, como todas, um chefe, os adeptos, os simpáticos e os apreciadores.
Tem três regras principais:
1ª - Escrever palavras.
2ª - Escrever as ditas palavras com letra maiúscula.
3ª - Não se preocupar com o sentido.
O fundador do nefelibatismo foi São João Evangelista escrevendo o seu Apocalipse. Depois dele surgiram diversos nefelibatas, entre os quais Coelho Lisboa, Floriano de Lemos e Osorio Estrada.
Todas as escolas literárias têm entre si uma relação, ou melhor, um laço de união chamado rivalidade. Por meio deste laço de união é que as diversas escolas se entendem por seus diversos agentes que agem pelos jornais, pelos botequins e, às vezes, nos prólogos das obras que costumam aparecer. Pelos jornais e nos prólogos estes agentes trabalham pela descompostura e nos botequins por diversos meios, entre os quais a mão na cara. [...]

X. Malmequer
Revista Careta, 13 de fevereiro de 1909 - edição 37
(texto transcrito com atualização ortográfica)
http://memoria.bn.br

15 junho, 2017

A boneca de madeira


Mirjana Kika Milosovic
Face

Ver também: Cinzeiro humano (Human ashtray)

Uma técnica de caça usada por crocodilos

Algumas espécies de aves como garças fazem seus ninhos em árvores que crescem em lagoas onde há um grande número de crocodilos ou jacarés. Possivelmente para evitar a escalada das árvores por predadores de ninhos como cobras e macacos.
Estariam as garças contando com os crocodilos para protegê-los?
Ora, de vez em quando, eles podem querer um pássaro saboroso para o almoço!

No Madras Crocodile Bank, Vladimir Dinets observou  crocodilos agressivos (Crocodylus palustris) que ficavam submersos por longas horas com paus equilibrados em seus focinhos. Mais tarde, ele resolveu investigar na Flórida a possibilidade deste comportamento em jacarés americanos (Alligator mississippiensis).
Ele constatou que os jacarés americanos também usavam galhos e paus para atrair as aves, especialmente durante a época de construção dos ninhos.
http://www.tandfonline.com/doi/abs/10.1080/03949370.2013.858276

14 junho, 2017

Com a Maior das Honras

16/01/1910 - Às seis horas da tarde, Richard Courant aguardava a realização do seu exame de qualificação de Ph.D. A banca julgadora seria formada por Hilbert em matemática, Voight em física e Husserl em filosofia.
Hilbert chegou cedo e estava ansioso para acabar logo com aquilo para que ele pudesse ir para casa, mas os outros membros da banca não apareciam. Como Courant tinha escrito sua dissertação sob a orientação de Hilbert, não houve nenhuma necessidade de sondar o conhecimento matemático de Courant, e assim os dois conversaram sobre coisas não-matemáticas.
Após quarenta minutos, Husserl apareceu. Hilbert se desculpou e foi para casa. Depois que Husserl fez uma pergunta, Courant pediu-lhe para explicar um ponto delicado na fenomenologia. Isso levou o restante do tempo disponível.
Voight nunca apareceu.
Mais tarde, vários amigos alugaram uma carruagem puxada por cavalos e transportaram Courant pela cidade tranquila de Gottingen, enquanto eles vociferavam em megafones: "Dr. Richard Courant, Summa Cum Laude!"
Constance Reid, Courant in Gottingen and New York. The Story of an Improbable Mathematician (Springer 1976), pp. 33-34

Summa Cum Laude (Com a Maior das Honras) representa a maior distinção e é o reconhecimento por obter a máxima qualificação possível em uma titulação universitária, especialmente nos níveis do mestrado ou doutorado.

Falhanços militares

Por falhanço entende-se um confronto armado onde um dos oponentes sofre uma derrota marcante, desproporcional ou inesperada que pode ou não ter tido consequências no rumo da história. As razões para o falhanço militar são diversas e podem incluir mau planejamento, incompetência de tropas e/ou comandantes, condições atmosféricas, problemas técnicos e/ou capacidades excepcionais do inimigo.
Um dos falhanços da Era Moderna foi a Batalha de Isandlwana (África do Sul, 1879), na qual o exército zulu, formado por cerca de 20 mil homens, enfrentou dois batalhões da infantaria britânica.
Os zulus estavam equipados principalmente com lanças de ferro azagaia e escudos tradicionais, mas também tinham um número significativo de espingardas e rifles antigos, embora eles não tivessem sido formalmente treinados para utilizar este tipo de armamento.
Já as tropas coloniais estavam armadas com o estado da arte: rifles Martini-Henry e uma artilharia de montanha composta por dois canhões de 76 mm implantados como canhões de campanha, bem como uma bateria de foguetes.
Apesar da grande desvantagem tecnológica, os zulus (numericamente superiores) acabaram por derrotar os mal conduzidos britânicos.
O dia da lua morta
Em zulu, "Isandlwana" significa "o dia da lua morta". É que, por volta das 14h30, ocorreu localmente um eclipse solar anular (em que a Lua é visualmente pequena para encobrir o Sol), embora isso não tivesse influência sobre o resultado final da batalha.
(Josué, que não estava por lá, certamente teria procurado tirar vantagem do eclipse.)

Ver também: Um militar trapalhão

13 junho, 2017

Energia solar e energia eólica, combinadas

Descubro no tumblr que esse parque já existe.


Um estudante crônico e outros estudantes

Fagundes, estudante crônico, recebe a visita do pai, que reside no Sul, e leva o velho a um fotógrafo para se retratarem em grupo.
Fotógrafo — Para fazer um bom retrato, era melhor que o senhor tomasse uma posição natural, por exemplo, com a mão no ombro do sr. seu pai.
O pai — Seria muito mais natural que ele pusesse a mão no meu bolso.

— Estou com um azar danado, disse o estudante recém-matriculado. Escrevi outro dia ao velho, remetendo a lista dos livros de que preciso com mais urgência e pedindo que me mandasse o dinheiro para comprá-los...
— E ele não mandou?
— Não. Mandou os livros.

Outra, de um estudante árabe.

12 junho, 2017

A excitação sexual de um nerd


ABC do nerdinho | Não mexa com um nerd (vídeo)

Mais arrufos do que arrulhos

Não sei como o Dia dos Namorados será comemorado hoje. Mas, no ano passado, rolou um "tuitaço" (12/06/16) com a tag #FelizDiaDoChifre, o suficiente para mostrar que, para muitos "pombinhos", houve mais arrufos do que arrulhos.

Lindo casal! Deixa eu mostrar os prints que eu tenho aqui.
Seria uma pena não mostrar. Acaba com essa palhaçada toda.
O "crush" não me nota mas, pelo menos, não me trai.
A vida está tão difícil que um chifre neste momento até seria uma coisa boa.
Abro o Face e vejo uma foto de um garoto com a namorada. Mas ele não estava dando em cima de mim ontem?!
Nas redes sociais, declarações de amor e tal. Na vida real, pulando a cerca sem o menor pudor.
Por aqui. Só observando os textos enormes das chifrudas.
#FelizDiaDoChifre ao golpista MT. Aqui ou no inferno ele vai ter um.
Você tem fotos de seu namorado pelado? Não?! Peraí, vou lhe mandar uma.
Nem todo relacionamento rola fidelidade. Aceita que dói menos.
Miga, ele não apareceu aqui até agora.
Acorda, miga, ele está aqui comemorando o nosso dia.
Se persistirem os sintomas as amigas devem ser consultadas.
Dia dos Namorados: um bando de animais com chifres carregando presentes.
Quer ganhar flores no Dia dos Namorados? Morra um dia antes.
#FelizDiaDoChifre para você que está ouvindo Pablo na companhia de uma garrafa de cachaça.
Namoro a distância é igual a orelha de boi. Perto do chifre e longe do rabo.
Gata, você me ganhou na loteria. Mas vai ter que dividir o prêmio com outras.


11 junho, 2017

A evolução da religião


  1. Sol
  2. Gatos
  3. Pessoas no céu
  4. Uma pessoa no céu
  5. Uma pessoa dizendo que veio do céu
  6. Gatos, outra vez
  7. O Todo Podero$o
  8. O Monstro do Espaguete Voador
Fonte da ilustração: página de José Eduardo de Souza Silva, no Google+

Notas recomendadas:
Gatos e religião
O gato em sua caixa: 1 e 2

O jardim das plantas venenosas

Trancadas por trás de portas de aço preto em Northumberland, Inglaterra, no jardim do Alnwick Castle, vicejam cerca de cem infames assassinos. Da beladona à cicuta, a única maneira de uma planta deitar raízes no local é se ela for venenosa para os seres humanos. Criado pela Duquesa de Northumberland, este é um jardim que você não vai querer visitar para cheirar as flores.

"ESTAS PLANTAS PODEM MATAR"


Algumas destas mesmíssimas plantas têm usos medicinais. Dosis sola facit venenum (só a dose faz o veneno), como dizia o médico e alquimista suíço Paracelso.

10 junho, 2017

Vamos em frente!

1) O Mp3 faliu as gravadoras.
2) O Netflix faliu as locadoras.
3) O Booking complicou as agências de turismo.
4) O Google faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias.
5) O Airbnb está complicando os hotéis.
6) O Whatsapp está complicando as operadoras de telefonia.
7) As mídias sociais estão complicando os veículos de comunicação.
8) O Uber está complicando os taxistas.
9) A OLX acabou com os classificados de jornal.
10) O Smartphone acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras.
11) O Zip Car está complicando as locadoras de veículos.
12) A Tesla está complicando a vida das montadoras de automóveis.
13) O e-mail e a má gestão complicou os Correios.
14) O Waze acabou com o GPS.
15) O 5º andar está acabando com as imobiliárias administradoras de aluguéis.
16) O Original e o Nubank ameaçam o sistema bancário tradicional.
17) A "nuvem" complicou a vida dos "pen drives".
18) O Youtube complica a vida das TVs. Adolescentes não assistem mais canais abertos.
19) O Facebook complicou a vida dos portais de conteúdo.
20) O Coaching mudou a forma de aprender, pensar e agir, levando a um novo modelo mental, gerando resultados extraordinários em um curto espaço de tempo nas organizações.
21) O Tinder e similares complicaram as baladas e "similares".
22) ... 23) ... 24) ....
...e você quer viver como vivia há 10 anos?
Temos que nos reinventar diariamente para continuarmos neste "jogo" chamado VIDA.
Vamos em frente... Não porque atrás vem gente... Mas, porque já tem muita gente em nossa frente!!!

(enviado por JB Serra e Gurgel)

Outro Donald

Se colocar Donald de cabeça para baixo, você o transforma em outro Donald, sabia disso?
Como mostra este GIF animado que encontrei no B3ta (cujo lema é "estamos tornando a web excelente de novo").

11/06/2017 - Bônus
Artista sírio imagina Donald Trump e outros líderes mundiais como refugiados, via Blue Bus

09 junho, 2017

A pintura com o vinho

Sanja Jankovic cresceu no distrito de Srem, na Sérvia, um lugar onde a terra é fértil e a indústria do vinho vem prosperando.
Assim, enquanto degustava vinhos, ela encontrou uma inesperada inspiração no vinho como uma nova forma de expressão artística.
"A pintura com vinho é, de muitas formas, semelhante à com aquarela, exceto que a gama de cores é limitada a tonalidades do vermelho e do roxo. Foi dito que tais tons não podem ser produzidos por qualquer outra técnica de arte. Também pede mais preparações e contemplação sobre a arte", diz ela.
A artista usa uma variedade de vinhos em suas pinturas, incluindo o merlot, o sauvignon blanc e o riesling.
Sanja Jankovic também chama a atenção para o fato de que o vinho é uma "substância viva" que muda e se desenvolve ao longo do tempo. Assim como envelheceria na garrafa, o vinho, também, envelhece em uma tela - mudando sua cor para uma sensação mais vintage.



- Tintim, Sanja!

Continue, PG Wodehouse

Boas notícias da Índia
Minha agência de clipping me enviou o recorte de uma coluna de um jornal indiano com a notícia de que uma vaca entrou no bangalô de um tal Verrier Elwyn, que vive em Patengarth, Mandla District, e comeu um exemplar de "Carry On, Jeeves".
A vaca selecionou-o em uma prateleira que continha, entre outras obras, livros de Shakespeare, Thomas Hardy e Henry Fielding.
Um tributo impressionante é como eu vejo isso.

- PG Wodehouse para William Townend, em 3 de setembro de 1929

PG Wodehouse foi um prolífero escritor inglês que teve enorme sucesso de público em uma carreira que durou mais de setenta anos. Uma de seus livros foi "Carry On, Jeeves", de 1925, uma coleção de dez contos.

08 junho, 2017

Algumas definições de Humor

"Uma desarmonia de pequenas proporções e sem consequências dolorosas." Aristóteles

"A súbita redução de uma tensa expectativa a nada." Kant

"O resultado da superposição do mecânico ao vivo." Bergson

"A maneira imprevisível, certa e filosófica de ver as coisas." M. Lobato

"O humor compreende também o mau humor. O mau humor é que não compreende nada." Millôr

Homo sapiens é 100 mil anos mais velho do que se acreditava

AFP - Fósseis de Homo sapiens com 300 mil a 350 mil anos de idade, descobertos no Marrocos, fizeram recuar em mais de 100 mil anos a data da origem de nossa espécie, segundo dois estudos publicados nesta quarta-feira (7) na revista "Nature".
"Esta descoberta representa a origem da nossa espécie, o Homo sapiens mais velho já encontrado na África e em qualquer outro lugar", explica o francês Jean-Jacques Hublin, diretor do departamento de Evolução humana do Instituto Max Planck em Leipzig (Alemanha) e coautor do estudo.
Os fósseis foram descobertos em Jebel Irhoud, a cerca de 100 quilômetros de Marrakesh, durante a década de 1960, ao lado de ossos de animais e ferramentas de pedra. Originalmente, estes fósseis foram datados como tendo cerca de 40 ml anos de idade e eram considerados como uma forma de Neanderthal da África. Mas análises feitas posteriormente colocaram em dúvida estas conclusões.
Hublin e sua equipe analisaram os fósseis e identificaram diversas características - incluindo as morfologias facial, mandibular e dentária - similares aos humanos modernos recentes. Com base nessas análises, os autores sugerem que os hominídeos de Jebel Irhoud fazem parte das primeiras fases evolucionárias do Homo sapiens.
Até então, o fóssil mais antigo atribuído a uma forma moderna de Homo sapiens tinha sido datado com 195 mil anos.
Agence France Presse
Doi : 10.1038 / nature.2017.22114

VÍDEO: Assista no YouTube