18 janeiro, 2018

As corujas da Indonésia em perigo

Na série de Harry Potter de JK Rowling, publicada pela primeira vez entre 1997 e 2007, diferentes espécies de corujas superam o mundo mágico e muggle ("humano"), carregando mensagens, pacotes e até mesmo varas de vassoura para humanos e feiticeiros. O próprio Harry Potter recebe uma coruja nevada Bubo scandiacus, chamada Hedwig, no primeiro romance, e ela permanece com ele ao longo da série. Outros personagens principais também têm corujas como companheiras de estimação ao longo da série (por exemplo, Ron Weasley tem uma coruja muito pequena chamada Pigwidgeon, mais tarde retratada na série de filmes como uma coruja comum, Otus scops; Draco Malfoy tem uma coruja Bubo spp e Percy Weasley, uma coruja Megascops spp).
Existe o efeito Harry Potter?
O sucesso de Harry Potter, tanto na literatura como no cinema, já quebrou inúmeros recordes de vendas e bilheteira, mas, infelizmente, toda esta popularidade está também a quebrar um recorde bem menos desejado.
Em 2001, quando saiu o primeiro filme, as vendas (anuais) de corujas na Indonésia não ultrapassavam as poucas centenas de animais, mas em 2016 o valor ultrapassou as 13 mil, informam Vincent Nijman e Anna Nekaris, da Universidade de Oxford Brookes, no Reino Unido. O relatório foi publicado na revista Global Ecology and Conservation, no qual se conclui também que a maior parte das aves são retiradas do seu ambiente natural e vendidas em comércio ilegal.
Com preços entre 10 e 30 dólares, as aves são acessíveis a um grande números de famílias, pelo que as populações selvagens destes predadores estão efetivamente em perigo: "a popularidade das corujas como animais de estimação subiu de tal forma, na Indonésia, que pode colocar em perigo a conservação das espécies menos abundantes", dizem os dois cientistas ao The Guardian, pedindo também que as espécies “sejam colocadas na lista de animais protegidos”.
E a Indonésia não é um caso isolado. Passa-se o mesmo tanto na Tailândia como na Índia, onde um membro do parlamento indiano já falou num "estranho fascínio, entre as classes médias urbanas, em oferecer mochos aos filhos fãs de Harry Potter".
(extraído de https://greensavers.sapo.pt/2017/08/fas-de-harry-potter-sao-um-perigo-para-corujas/)

Existem os efeitos correlacionados?
Um aumento da popularidade de certos animais após a aparição na tela grande ou em séries de televisão é um fenômeno bem conhecido, mas raramente é quantificado e, como sempre, a correlação não indica causalidade. Além disso, um aumento na popularidade raramente é imediato e os aumentos discerníveis podem ser adiados por vários anos. Herzog et al. (2004) compararam a popularidade de cães de raça pura nos EUA, após o lançamento do filme da Disney "101 Dalmatians" (101 Dálmatas), em 1985, e descobriram que demorou sete anos até os novos registros de dálmatas aumentarem 6,2 vezes, o que foi significativamente maior que o de outras raças durante esse período de tempo. O lançamento do primeiro filme do "Jurassic Park" em 1993 levou a um aumento de um a três anos no comércio global de iguanas verdes, a Iguana iguana ( Christy, 2008, Nijman and Shepherd, 2011 ). Finalmente, após o lançamento de outro filme da Disney, "Finding Nemo" (Procurando Nemo), em 2003, foi relatado que as vendas de peixe palhaço aumentaram ( Prosek, 2010 ), na medida em que, em 2005, quatro espécies de peixe palhaço (Amphiprion ocellaris , Amphiprion percula , Amphiprion frenatus e Premnas biaculeatus) foram incluídos nos vinte peixes aquários marinhos mais importados para os EUA (Rhyne et al., 2012; Militz e Foale, 2017).  No entanto, note-se que, após o aumento na importação de peixe palhaço, na sequência da libertação de Nemo, com destaque dois anos mais tarde, este aumento foi menor do que o aumento global da importação de peixes de aquário marinho. Na comparação, eles não encontraram um efeito "Finding Nemo".
(extraído de http://www.sciencedirect.com/science/article/pii/S2351989417300525)

Ver também: O ciclo vicioso das Tartarugas Ninjas

Bônus: Owling, um comportamento que não deve ser esquecido.

17 janeiro, 2018

O pai, o filho e a namorada


A carta de uma senhorita alemã sobre um assunto científico

1891 - A revista Nature publicou o que deve ter sido um dos artigos mais incomuns. Era uma carta de uma mulher alemã, Agnes Pockels, para John William Strutt, também conhecido como Lord Rayleigh.
A Srta. Pockels escreveu:
Meu senhor,
Por favor, desculpe por me aventurar a perturbá-lo com uma carta alemã sobre um assunto científico. Tendo ouvido falar das frutíferas pesquisas realizadas por você, no ano passado, sobre as propriedades superficiais da água, até agora pouco compreendidas, pensei que poderia lhe interessar o relato das minhas próprias observações sobre o assunto. Por várias razões, não estou em posição de publicá-las em periódicos científicos e, por isso, adoto este meio de comunicar-lhe a mais importante delas. Primeiro, vou descrever um método simples, que tenho empregado por vários anos, para aumentar ou diminuir a superfície de um líquido, em qualquer proporção, visto que sua pureza pode ser alterada ao bel-prazer. [...]
E a carta passava a descrever muitos dos resultados dos experimentos de John Strutt, acrescidos de conjecturas inéditas, e tudo a partir de observações feitas numa cozinha.
Felizmente para Pockels, Rayleigh era um cavalheiro no verdadeiro sentido da palavra, e enviou uma tradução inglesa da carta para a revista Nature, Juntamente com uma carta de apresentação em que pedia para publicá-la literalmente:
Ficarei muito grato se você puder encontrar espaço para a tradução que acompanha uma carta interessante que recebi de uma senhorita alemã que, com aparelhos caseiros, chegou a resultados valiosos quanto ao comportamento da superfície da água com impureza. A parte anterior da carta da Srta. Pockel cobre quase o mesmo fundamento de alguns dos meus recentes trabalhos e, em geral, harmoniza-se com eles. As seções posteriores me parecem muito sugestivas, levantando, se não respondendo plenamente, muitas questões importantes.
A história, com alguns detalhes adicionais sobre a curiosidade da Srta. Pockel com o fluxo da urina, e sua relação com a descoberta da técnica de impressão a jato de tinta, podem ser lida no blog do Dr. Len Fisher, aqui.

Poderá também gostar de ver
Marjorie Rice e seus pentágonos

16 janeiro, 2018

STOP por 45 MPH

O pesquisador em segurança de computadores Yoshi Kohno descreveu um algoritmo de ataques que usa imagens impressas afixadas em sinais de trânsito. Essas imagens aplicadas em sinais podem confundir as câmeras dos veículos autodirigidos. Em um exemplo, pequenos adesivos acrescentados a um sinal de parada padrão (STOP) levaram o sistema de visão do veículo a identificá-lo erroneamente como um sinal de limite de velocidade (45 MPH).
Os sistemas de visão dos carros autônomos tipicamente dispõem de um detector de objetos e um classificador: o primeiro detecta pedestres, luzes, sinais e outros veículos, e o segundo decide o que é o objeto e o que os sinais estão dizendo. Os ataques descritos por Kohno supõem que os hackers consigam acessar esse classificador e, usando seu algoritmo e uma foto do sinal de trânsito alvo, venham a gerar uma imagem personalizada.
Esses sistemas de visão podem ser sensíveis a perturbações mal-intencionadas - mudanças pequenas e precisamente criadas em suas entradas - que podem fazer com que os veículos autônomos se comportem de maneira inesperada e potencialmente perigosas.

Researchers Find a Malicious Way to Meddle with Autonomous Cars, Car and Driver

As receitas de Matrix

Mayukh Sen, Munchies

Os primeiros minutos de The Matrix (1999) são ameaçadores e desorientadores. Aqueles em que se vê uma torrente de caracteres verdes gotejando na tela.
De longe, parece um código totalmente indecifrável.



No entanto, se você olhar de perto, poderá discernir que é uma mistura de caracteres japoneses: hiragana, katakana e kanji.
Os Wachowskis, que dirigiram o filme, abriram todos os filmes subsequentes da franquia Matrix com esta sequência. Você poderia até considerar esta green techno-rain como o atributo definidor da série.
Para aqueles que acham impossível saber o que, exatamente, está a jorrar na tela, eu tenho notícias a respeito.
O homem por trás do código é Simon Whiteley, que trabalhou como designer de produção no filme. Em uma entrevista para a CNet, Whiteley revelou que a fonte desse código mistificador não era outro senão um lote de livros de receitas de sua esposa japonesa - e as receitas de sushi que ele encontrou dentro deles.
Mistério resolvido!
Então, para recapitular:
Este código vexante, que muitos nerds certamente gastaram seu precioso tempo tentando decifrá-lo, não passa de um monte de receitas de sushi. Selvagem! Isso, sem dúvida, levará alguns fãs atormentados da franquia a tentar extrair as receitas de cada quadro. Desejo-lhes boa sorte.

15 janeiro, 2018

O início, o fim e o pós-fim



Alfa e ômega são, respectivamente, a primeira e a última letra do alfabeto grego clássico.
Alfa é o início, ômega é o fim. Mas... o que vem depois do fim?
Achados arqueológicos indicam que, depois de ômega, os números tornam a aparecer. Porém contados de três em três.
(post não patrocinado)

O pedido de socorro CQD

O primeiro chamado de emergência por rádio parece ter sido o CQD, adotado pela Marconi International Marine Communication Company. Foi anunciado em 7 de janeiro de 1904, pela "Circular 57", para as estações de bordo operadas pela companhia, que "... em e após 1º de fevereiro de 1904, a chamada a ser dada por navios em perigo ou que, de qualquer forma, exijam assistência deve ser o CQD".
Ass duas primeiras letras – C e Q – já eram usadas na telegrafia terrestre para anunciar uma "chamada geral" (broadcast) para todas as estações de rádio, ao passo que a letra D foi adicionada como uma referência à palavra inglesa "distress", que significa algo como "perigo", "agonia" ou "aflição". Foi inclusive por esta razão que, em 15 de abril de 1912, um grande navio transmitiu, em modo broadcast, o sinal CQD-MGY: o grupo de letras "MGY" era o código de identificação do Titanic.
O sinal "SOS" surgiu nos regulamentos de rádiocomunicações da Alemanha, em 1905, e foi adotado internacionalmente pela conferência de Berlim, em 1906. Na realidade, a conferência decidira apenas que:
"Embarcações em "distress" deverão usar o seguinte sinal: . . . _ _ _ . . . repetido a breves intervalos."
— Conferência Radiotelegráfica Internacional (Berlim, 1906).
Ou seja: ao invés de letras, na verdade, esse sinal é apenas um grupo de pontos e traços em formato de código Morse, e ele foi escolhido por ser um padrão gráfico bastante simples e inconfundível. No entanto, pelo fato de este sinal codificado poder ser descodificado e lido como "SOS", esta palavra passou a ser tratada como um mnemônico para aquele sinal.
A partir de 1 de julho de 1908, o sinal CQD foi definitivamente substituído pelo SOS.
https://pt.wikipedia.org/wiki/SOS

Leia também: O pedido de socorro SOS

Anote este LINK: Morse Code Translator

14 janeiro, 2018

Artefato de rápido recolhimento

Aqui temos um exemplo (foto) de um artefato de rápido recolhimento para vendedor ambulante. Trata-se da adequação de um recurso material do cotidiano com a finalidade de solucionar uma necessidade específica.
É uma manifestação não exclusiva, porém típica e muito presente na cultura popular brasileira. (Boufleur, 2006)


"Olha o rapa!"

Discos copiados em radiografias

Na União Soviética havia muitas coisas proibidas, entre elas uma boa parte da música ocidental. O rock 'n' roll (era óbvio), o jazz e outros gêneros musicais da América e do Reino Unido. E os ritmos latinos – o mambo, o tango – também foram proibidos na União Soviética por serem considerados excessivamente sensuais.
Mas a proibição não foi empecilho, ao contrário foi um incentivo, para que por lá circulassem, nas décadas de 1950 e 60, cópias desses discos em películas de RX.
O processo de produção era um tanto artesanal, já que incluía o recorte da radiografia – geralmente a mão –, a perfuração do orifício central – geralmente com um cigarro aceso – e a gravação dos sulcos da música usando um dispositivo que lia o disco original.
Conhecidos como «costelas», «música em costelas», «discos de ossos» ou roentgenizdat, não apresentavam um som satisfatório e não duravam muito, porém são hoje uma curiosa relíquia de uma época passada assim como de suas circunstâncias. Conforme o recorte da radiografia, os tais discos piratas até pareciam bonitos.

Em X-RAY AUDIO, há mais informações sobre estos «discos», inclusive uma seção na qual se podem ver e ouvir alguns deles.
Fontes
http://www.microsiervos.com/archivo/musica/roentgenizdat-discos-pirata-sovieticos-hechos-radiografias.html
https://en.wikipedia.org/wiki/Ribs_(recordings)
http://www.npr.org/2016/01/09/462289635/bones-and-grooves-weird-secret-history-of-soviet-x-ray-music

13 janeiro, 2018

Gambiarra de computador

Gambiarra, um termo que é utilizado em diversas áreas profissionais como informática, programação, eletrônica, engenharia civil, cinema, teatro, artes plásticas, arquitetura e design, geralmente se referindo a soluções improvisadas, adaptações, ajustes, muitas vezes como uma solução que não se utiliza de métodos, plano ou projeto. A gambiarra é muitas vezes entendida de forma pejorativa como algo em condições precárias, provisório, transitório, mal-acabado ou rústico.
Aqui, o "cooler" parou de funcionar:


Não liguem para a questão da precariedade. O importante é que esta gambiarra deve ter resolvido o problema que aconteceu no computador do @rafaaraujjo.

Notas relacionadas: O ventilador de bunda de bebêA origem dos ventos.

Diagramas de Voronoi

Do alto de um edifício, Rod Bogart fez esta fotografia à qual acrescentou um diagrama de Voronoi das pessoas que aproveitavam o sol no Bryant Park. (*)

18 de maio de 2017, Twitter


Estes diagramas são a repartição de um plano segundo a distância euclidiana entre os pontos que existem nele. No caso de um diagrama de Voronoi de gente, a repartição maximiza o espaço ao redor de cada pessoa (ou de cada grupo de pessoas). Mais exatamente: os perímetros dos polígonos são equidistantes dos pontos vizinhos e designam suas áreas de influência.
Os diagramas de Voronoi podem ser encontrados em diversos campos da ciência e da tecnologia, até mesmo na arte, tendo inúmeras aplicações práticas e teóricas.
(*) Uma das características deste parque em Nova Iorque é o seu extenso gramado. Além de servir como "refeitório" para os trabalhadores dos escritórios da região e de lugar de descanso para os pedestres cansados, o gramado também serve como área de estar para alguns dos principais eventos do parque. O diagrama de Voronoi é assim denominado em lembrança do matemático ucraniano Georgy Voronoi que descreveu este tipo de decomposição de um espaço.

15/12/2017 - Atualizando ...
Um diagrama de Voronoi em função das estacões do Metrô de Madri, por Microsiervos.

12 janeiro, 2018

As contorcionistas - 2

Apenas um olhar não é o suficiente...


As contorcionistas - 1

Testes para pérolas

Como saber se uma pérola é verdadeira?
Imergindo-a em vinagre de vinho branco! O vinagre tem de 5 a 7% de ácido acético, uma concentração suficiente para corroer o carbonato de cálcio, mas não o plástico. Então, se ela é uma pérola verdadeira vai se dissolver. Mas se é falsa, ela permanecerá intacta.

Pergunto-me se a acetona dissolveria uma pérola de verdade.

É altamente duvidoso que isto possa acontecer. O carbonato de cálcio é pouco solúvel em água e ainda menos solúvel em acetona.

Eu trabalho com pérolas e acetona. É uma regra de ouro que você não deve usar acetona em uma pérola porque tende a corroer o brilho. Pérolas são a última coisa que você deve pôr antes de sair de casa (depois do perfume, maquiagem, spray de cabelo etc.) e a primeira coisa que você deve tirar quando voltar para casa.

Você pode facilmente determinar se um ovo Fabergé é verdadeiro por esmagamento. Os falsos não se quebram como o legítimo Fabergé.

Quando eu era criança, minha mãe gostava de me enganar. Estávamos comendo peixes, e ela me mostrou uma pequena bola branca dizendo "Olha, eu encontrei um pérola em meu peixe". Só mais tarde eu descobri que era apenas um olho de peixe. Gostaria de saber se existe uma dica a respeito disto.

Em 1969, a atriz Elizabeth Taylor ganhou de seu então marido, o ator Richard Burton, uma pérola de 37 mil dólares que veio a perder. A pérola foi depois encontrada no estômago de seu cachorro.

Como recuperar a pérola após o seu teste destrutivo?
Se você deixar que o vinagre se evapore naturalmente a pérola ressurgirá, assim penso.

Bon mot
"A arte nasce da dor como a pérola." ~ Monteiro Lobato

O roubo da pérola e Quanto custa uma pérola de sururu?

11 janeiro, 2018

Amor nos tempos da publicidade

Uma história de amor animada e musicada de um jovem que vive dentro de um outdoor, encarregado de atualizar os anúncios. Quando ele, apaixonado por uma moça que viu atravessando uma rodovia, tem de usar o único método que ele conhece para transmitir seu sentimento.

"I love you like a ham."

Você consegue ver LOVE neste quadro?

WORD ART de John Langdon

Controle do peso - 4


Controle do peso: 1, 2 e 3

10 janeiro, 2018

Gonçalo do Amarante

Luiz Antonio Simas, no Face
Diz a hagiografia que Gonçalo nasceu em Tagilde, Portugal, por volta de 1187. Foi nomeado pároco de São Paulo de Vizela. Visitando Roma e Jerusalém, caiu em angústia por achar que Cristo não devia ser celebrado com pompas.
Gonçalo finalmente encontrou na cultura popular a maneira de falar de Jesus Cristo. Reza a tradição que, quando pregava para as putas, Gonçalo se vestia de mulher, com muitas fitas coloridas, tocava viola e dançava. Usava pregos nos sapato, para mostrar que a alegria da dança curava a dor e era divina e, ao mesmo tempo, para que a mortificação não o desviasse do caminho da fé. Gostava de organizar bailes para as mulheres da zona. Como vigário, celebrou matrimônios de mulheres que não eram mais virgens, o que irritou os mais tradicionais.
São Gonçalo (na realidade, é considerado beato pela Igreja Católica) morreu no dia 10 de janeiro de 1259, em Amarante, no Douro. É considerado o protetor dos violeiros, do "piru" (tem que manter isso, viu?) e das vítimas de enchentes (fato provavelmente relacionado a uma ponte que ele construiu em mutirão sobre o rio Tâmega, para ajudar os mais necessitados que precisavam cruzar o rio para trabalhar).
Em virtude da tradição de celebrador dos matrimônios que a Igreja condenava, São Gonçalo do Amarante tem fama de casamenteiro. Por conta disso, ainda, em seu louvor são oferecidos as tíbias em forma de "caralhinhos", patrimônios da cultura portuguesa, como pedido e pagamento de promessa pela alegria nos sortilégios da paixão. É dos mais simpáticos santos do cristianismo popular das gentes miúdas e o seu exemplo serve pra que parem de dizer que estamos retrocedendo ao mundo medieval; interessantíssimo e bem distante do puritanismo de quinta categoria que grassa nos nossos dias.
(matéria compartilhada por Jaime Nogueira)

N. do E.
A sua data no calendário litúrgico é 10 de janeiro.
No Brasil é patrono das cidades homônimas de São Gonçalo do Amarante no estados do Rio Grande do Norte e do Ceará, São Gonçalo (Rio de Janeiro), Itapissuma (Pernambuco), Cajari, Matinha e Viana, (Maranhão) e Cuiabá (Mato Grosso).
"Caralhos de São Gonçalo": doces portugueses preparados com açúcar - grosso e fino -, farinha, manteiga, e os indispensáveis ovos.

Homenagem de Linhas do Horizonte a Chico

Tua colcha, feita do mais puro e formoso linho bordado nas Gerais, te servirá de bandeira. Com tuas canções tecidas pelos lavores de gentis bordadeiras.


retalho com retalho num desenho mágico 

"Chico é a história salutar do Brasil."

Conheça o grupo Linhas do Horizonte.

09 janeiro, 2018

A lápide de Diofanto

Diofanto de Alexandria (nascido entre 201 e 214 — falecido entre 284 e 298) foi um matemático grego. É considerado por muitos como "o pai da álgebra".
Como foi sua vida pouco se sabe, exceto por estes enigmáticos versos que foram escritos em sua tumba:
"Aqui jaz Diofanto. Quão maravilhoso ele foi! Pela arte da álgebra a lápide nos diz sua idade: Deus deu um sexto da vida como infante, um duodécimo mais como jovem, de barba abundante; e ainda uma sétima parte antes do casamento; em cinco anos nasce-lhe o rebento. Lastima! O filho do mestre e sábio do mundo se vai. Morreu quando da metade da idade final do pai. Quatro anos a mais de estudos consolaram-no do pesar; Para então, deixando a terra, ele também alívio encontrar."
Dai podermos representar como uma equação algébrica e descobrirmos sua idade:

x = x/6 + x/12 + x/7 + 5 + x/12 + 4

Como "x" representa sua idade, resolvendo a equação temos 84 anos.

Hey, James (2)

— Alô, James. Você tem como fechar os olhos da minha namorada nesta foto?
— Espero que goste.


James Fridman ajuda a realizar seus sonhos por meio do Photoshop.

Hey, James: (1)

08 janeiro, 2018

O perfil de um bumerangue na rede social

NÃO ME SIGA
EU O SIGO DE VOLTA

O astrônomo mais estranho da história

Tycho Brahe (14 de dezembro de 1546 - 24 de outubro 1601)
Em 1901, no tricentésimo aniversário da sua morte, os corpos de Tycho Brahe e sua esposa Kirstine foram exumados em Praga. Eles haviam sido embalsamados e estavam em boas condições, mas o nariz artificial do astrônomo estava faltando, aparentemente surrupiado por um ladrão de túmulos. O nariz tinha sido feito para ele depois que o nariz original foi cortado em um duelo. Em sua juventude, Tycho Brahe lutou com um nobre dinamarquês, na Universidade de Rostock, após um desacordo sobre uma ponto matemático obscuro. Ele sempre carregava uma pequena caixa de cola no bolso para usá-la, quando o nariz artificial tornava-se instável. Tycho Brahe era famoso por suas observações dos corpos celestes - mais precisas do que por qualquer astrônomo antes da invenção do telescópio. Nascido em uma família aristocrática na Dinamarca em 1546, ainda criança Tycho foi roubado de seus pais por um tio rico, sem filhos, que pagou por sua educação e enviou-o para a Universidade de Leipzig para estudar direito. Um eclipse solar em 1560 inspirou Brahe a se tornar um astrônomo, e ele logo percebeu que a astronomia só poderia progredir se as observações fossem sistemáticas, precisas e, acima de tudo, realizadas todas as noites . Para esse fim, ele refinou instrumentos antigos e construiu novos, e passou o resto de sua vida na montagem de um dos maiores corpos de dados astronômicos na história da humanidade. Kepler, que herdou sua vasta coleção de dados astronômicos, utilizou-se dela para criar suas leis do movimento planetário.

A Invenção da Ciência, blog EM
The crazy life and crazier death of Tycho Brahe, history's strangest astronomer, io9.gizmodo

07 janeiro, 2018

Robocop com defeito

Jake Likes Onions

Numa banheira

A matemática pura é o melhor jogo do mundo.
É mais absorvente do que o xadrez, do que uma aposta no pôquer...
E dura mais do que Monopoly.
É grátis. Pode ser jogado em qualquer lugar.
Arquimedes fez ISSO... numa banheira.
— Richard J. Trudeau

Vinícius de Moraes em sua banheira — o seu local de trabalho —, concedia entrevistas, recebia amigos e criava poemas e canções. No dia 9 de julho de 1980, depois de passar a madrugada compondo com o seu parceiro Toquinho, ele sentiu-se mal em sua banheira. Toquinho e Gilda Matoso, esposa de Vinicius, tentaram socorrê-lo mas em vão.


Ler também:
Vinicius e sua banheira: juntos até o fim
A foto do joelho de Vinicius, blog EM

Que tal nós dois numa banheira de espuma?
— Rita Lee e Roberto de Carvalho


Rita Lee na televisão italiana

06 janeiro, 2018

Os perigosos playgrounds do passado

Foto de um playground nos EUA, em 1912:


Só os mais fortes sobreviviam ao recreio.

Ver também: Como a infância mudou.

Quem inventou o telefone?

O escocês Alexander Graham Bell patenteou o telefone nos Estados Unidos, no início de 1876. Por uma estranha coincidência, Elisha Gray requereu no mesmo dia uma outra patente do gênero. O transmissor de Gray, que se supõe ter sido inspirado num dispositivo muito antigo conhecido como "telefone dos amantes", no qual dois diafragmas são unidos por um fio esticado, e a voz é transmitida unicamente pela vibração mecânica do fio.
A patente de Bell foi contestada repetidamente e apareceu mais de um reivindicador para a honra e recompensa de ser o inventor original do telefone. O caso mais importante foi o de Antonio Meucci, um emigrante italiano, que demonstrou com forte evidência que, em 1849, em Havana, Cuba, tinha experimentado a transmissão de voz pela corrente elétrica. Continuando a sua pesquisa em 1852 e 1853, e subsequentemente nos Estados Unidos, em 1856 Meucci construiu um telefone eletromagnético para conectar o seu escritório ao quarto de dormir, localizado no segundo andar de sua casa, para socorrer a esposa que sofria de reumatismo.
Em 1860, ele delegou a um amigo que visitava a Europa que procurasse pessoas interessadas em sua invenção. Em 1871, Meucci entrou com um requerimento no Gabinete de Patentes dos Estados Unidos, e tentou convencer o Sr. Grant, presidente da Companhia Telegráfica de Nova Iorque, a experimentar o instrumento.
A doença, a pobreza e as consequências de um ferimento devido a uma explosão a bordo de um barco, retardaram suas experiências, e impediram que terminasse a sua patente. O instrumento experimental de Meucci foi exibido no exposição de Filadélfia de 1884 e atraiu muita atenção, mas o modelo demonstrado não estava completo. No pedido de patente de 1871, ele escreveu: "Eu me utilizo do bem conhecido efeito condutor dos condutores metálicos contínuos como meio para o som e aumento o efeito eletricamente, isolando o condutor e as partes que estão em comunicação. Isto dá forma a um telégrafo falador sem a necessidade de qualquer tubo oco". E, para iniciar a conexão telefônica, ele usou um alarme elétrico.
Com dificuldades financeiras, Meucci apenas conseguiu pagar a patente provisória de sua invenção. Acabou vendendo o protótipo do telefone a Alexander Graham Bell que, em 1876, patenteou a sua invenção. Meucci o processou, mas acabou falecendo no curso do julgamento e o caso foi encerrado. Assim, Graham Bell foi considerado durante muitos anos como o inventor do telefone.
O trabalho de Meucci foi reconhecido postumamente em 11 de junho de 2002, quando o Congresso dos Estados Unidos aprovou a resolução N°. 269, estabelecendo que o inventor do telefone fora, na realidade, Antonio Meucci e não Alexander Graham Bell.

05 janeiro, 2018

Excessos de Z

SABIA QUE...
... Zzyzx (pronunciado "zei-zix" em língua inglesa) é o último lugar do mundo pela ordem no alfabeto latino?
É um local no Condado de San Bernardino, Califórnia, EUA, acessível a partir da Interstate-15 pela Zzyzx Road (placa indicando), que tem 7,2 quilômetros de comprimento.
... Zyzzyx Road é o nome de um filme independente de 2006?
Realizado com um orçamento de 2 milhões de dólares, após o lançamento Zyzzyx Road arrecadou apenas 30 dólares, tornando-se o filme de menor bilheteria de todos os tempos.

Ver também: A Saga Z

Ernest Malley

Foi um poeta fictício e a figura central na farsa literária mais famosa da Austrália. Ele e todo o seu corpo de trabalho foram criados em 1943 por dois escritores conservadores, James McAuley e Harold Stewart, que estavam fartos da poesia modernista.
Os poemas, em número de dezesseis, foram escritos em um só dia, imitando o estilo da poesia modernista (que os dois fraudadores tanto desprezavam).
Uma mulher sob o disfarce de "Ethel, a irmã sobrevivente do autor", encarregou-se de apresentar os poemas a Max Harris que editava uma revista modernista, a "Melbourne". Extasiado com a poesia apresentada, Harris caiu no embuste e dedicou a próxima edição da revista aos dezesseis poemas de "Ern".
Crédito: aCOMMENT
Foi a edição da revista "Angry Penguins", que teve como destaque na capa (imagem) uma pintura de Sidney Nolan, inspirada num poema de "Ern". Com o suposto autor dos versos inspiradores sendo saudado como "uma das figuras poéticas mais notáveis ​​e importantes deste país".
Revelada a fraude logo após, resultou em uma causa célebre e a humilhação de Harris, que foi levado a julgamento, condenado e multado por publicar os poemas, alegando que eles continham conteúdo obsceno.
Nas décadas que se seguiram, a farsa provou ser um revés significativo para a poesia modernista na Austrália. Desde os anos 1970, no entanto, a obra poética de Ern Malley, embora conhecida por ser uma farsa, tornou-se célebre como um exemplo bem sucedido de poesia surrealista por direito próprio, sendo elogiada por poetas e críticos e tendo servido de inspiração a vários artistas australianos (como Sidney Nolan).
Quanto a Harris, recuperou-se de sua humilhação pelo hoax. E, de 1951 a 1955, publicou outra revista literária, que ele chamou de "Jornal de Ern Malley". Em 1961, como um gesto de desafio, ele republicou os poemas de Ern Malley, sustentando que o que quer que McAuley e Stewart tivessem a intenção de fazer, eles tinham, de fato, produzido alguns poemas memoráveis. E Max Harris ainda se tornou um bem sucedido livreiro e colunista de jornal.

https://en.wikipedia.org/wiki/Ern_Malley

04 janeiro, 2018

Pode esperar

Uma campanha impactante do governo da Cidade do Cabo, na África do Sul, contra o uso indevido do telefone celular.



Outra campanha, em Lisboa: Não envie SMS enquanto dirige.

Na praia

Um alívio luminoso

Em 1987, o italiano Stronzo Bestiale apareceu como coautor em um trabalho de física complexo (redundância) que conectam a geometria fractal, a irreversibilidade e a segunda lei da termodinâmica, ("Diffusion in a periodic Lorentz gas"), junto com os cientistas americanos Bill Moran e William G. Hoover.
Até que Bestiale se juntasse a eles, os originais do trabalho haviam sido rejeitados. Mas Moran e Hoover simplesmente inventaram esta terceira pessoa, depois de ouvirem duas mulheres italianas, em um avião, constantemente se referindo a alguém chamado "stronzo bestiale". Que eles, mais tarde, descobriram não ser realmente o nome de uma pessoa, e sim uma expressão que significa "total asshole" (idiota, bundão etc.).
N. do E.
— Cite este artigo como:
Moran, B., Hoover, W.G. & Bestiale, S. J Stat Phys (1987) 48: 709.
https://doi.org/10.1007/BF01019693
— Qual é a forma correta: coautor ou co-autor?
Tire sua dúvida em Gramaticalhas
— Você pode inclusive adquirir a camisa "Eu sou amigo de Stronzo Bestiale".
Fonte: Dr Len Fisher

03 janeiro, 2018

A data perfeita


— Em que dia casaremos?
— DD/MM/AAAA. Os outros formatos de data são uma grande confusão.

Diálogo de maluquetes Nº.1 e Nº.2

A escandalização seletiva

Com palavras emprestadas
"Minha hipótese existencialista é que somos o produto de um devaneio de Salvador Dali. Só nesse contexto surreal podemos conceber que a imoralidade generalizada seja filtrada por um grupo política e economicamente dominante para um processo sistemático de escandalização seletiva, com objetivo de consolidar e aprofundar ainda mais os seus próprios e imorais privilégios."


Para ler e guardar
A resposta à empáfia judicial deve ser uma lei de anistia ampla, geral e irrestrita, por Wadih Damous – O articulista é Deputado Federal pelo PT/RJ e Ex Presidente da OAB/RJ.
Falácias de Moro, por Euclides Mance
– O filósofo Euclides Mance disponibilizou para o download gratuito este livro (276 p.) em que ele faz uma análise exaustiva das principais inconsistências lógicas, tanto semânticas quanto formais, presentes na sentença condenatória do ex-presidente Lula no caso do triplex do Guarujá. O livro se divide em duas partes, demonstrando que os argumentos do juiz Sérgio Moro violam frequentemente as leis da lógica para obter conclusões que não podem ser validamente obtidas.

02 janeiro, 2018

O rigoroso controle dos veículos pessoais em Cingapura

Singapore (Reuters) - Cingapura, um dos lugares mais caros do mundo para se possuir um veículo, não permitirá o aumento em seu número de automóveis a partir de fevereiro de 2018.
Citando a escassez de terra da cidade-estado e os bilhões de dólares reservados para investimento em transporte público, a Autoridade de Transporte Terrestre (LTA) disse que estava cortando a taxa de crescimento permissível para carros e motocicletas em Cingapura dos atuais 0,25 por cento por ano para 0 por cento. A nova taxa será revista em 2020.
A cidade-estado controla rigorosamente o seu número de veículos ao estabelecer uma taxa de crescimento anual e através de um sistema de licitação para o direito de possuir e usar um veículo por um número limitado de anos. É uma das nações mais densamente povoadas do planeta e já possui um extenso sistema de transporte público.
Atualmente, 12 por cento da área de terra total de Cingapura é ocupada por estradas, disse a LTA. "Tendo em vista as restrições de terra e as necessidades concorrentes, há uma margem limitada para a expansão da rede rodoviária", afirmou a autoridade.
Cingapura, cuja população aumentou quase 40% desde 2000 até cerca de 5,6 milhões de habitantes atualmente, contou no ano passado com mais de 600 mil carros particulares e de aluguel em suas estradas. Este número inclui os carros usados ​​por motoristas que trabalham em serviços como o Grab e o Uber, que estão se tornando cada vez mais populares.
Um carro do tipo médio em Cingapura custa em torno de quatro vezes o seu preço nos Estados Unidos.
O governo de Cingapura expandiu o comprimento de sua rede ferroviária em 30% e adicionou novas rotas e capacidades em sua rede de ônibus. E continuará, nos próximos cinco anos, a investir bilhões de dólares em novas infra-estruturas e ativos operacionais ferroviários e em subsídios para a contratação de ônibus.

Cingapura ou Singapura?
O Manual (de Comunicação da Secom do Senado Federal) adota a forma original da palavra, Cingapura, embora, hoje, as duas formas sejam válidas.
Para explicar a origem da dupla grafia, vale voltar um pouco no tempo. A palavra foi originalmente grafada com "c" no século 16. Depois, passou a vigorar em Portugal, provavelmente por influência do inglês (Singapore), a versão com "s". Em 1945, a reforma ortográfica registrou o termo como Singapura. A nova forma passou a valer em Portugal. No entanto, como o Brasil rejeitou o acordo, por aqui continuou vigorando a forma Cingapura.
A ambivalência está presente nos principais dicionários brasileiros. O Houaiss registra Cingapura, o Aurélio, Singapura.
A versão mais recente do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras, registra os adjetivos cingapurense, cingapuriano e também singapurense.
A forma adotada pelo Manual também é a registrada na lista do IBGE Países, fonte que adotamos como referência para informações sobre países.

As primeiras fotografias da Lua e do Sol

Louis Jacques Daguerre foi o criador do primeiro processo fotográfico de que se tem notícia, o daguerreótipo.
Em 2 de janeiro de 1839, ele apontou sua câmera para o céu e fez a primeira foto da Lua.
Mas ele tinha problemas financeiros e não obteve apoio para seu trabalho por não querer revelar a parte fundamental do processo que inventou. Um incêndio em seu laboratório, naquele mesmo ano, acabou por destruir grande parte de seu trabalho, assim como destruiu a primeira foto da Lua.
Um ano depois, em 1840, o estadunidense John Williams Draper fez uma nova foto do satélite natural da Terra, sendo esta a primeira imagem da Lua (fig. 1) ainda preservada.


Em 1845, os franceses Hippolyte Fizeau e Leon Foucault tomaram a primeira fotografia bem sucedida do sol. Usando a tecnologia do daguerreótipo, eles fizeram as primeiras fotografias do Sol. A imagem original, tirada com uma exposição de 1/60 de segundo, tinha cerca de 12 centímetros de diâmetro e capturou várias manchas solares, visíveis nessa reprodução (fig. 2).

01 janeiro, 2018

Feriados em 2018

Feriados nacionais, estaduais no Ceará e municipais em Fortaleza, Maracanaú e Itapiúna:

01/01 – Confraternização Universal
13/02 – Carnaval (*)
06/03 – (em Maracanaú)
19/03 – Dia de São José (no Ceará)
30/03 – Paixão de Cristo (*)
14/04 – Data Magna do Ceará
21/04 – Tiradentes
01/05 – Dia do Trabalhador
31/05 – Corpus Christi (*)
12/06 – (em Maracanaú)
23/06 – (em Itapiúna)
15/08 – N. Sra. da Assunção (em Fortaleza)
07/09 – Independência do Brasil
04/10 - (em Itapiúna)
12/10 – N. Sra. Aparecida
02/11 – Finados
15/11 – Proclamação da República
08/12 – (em Itapiúna)
25/12 – Natal

(*) Feriados móveis

Mato ou morro

Numa briga meu lema é "mato ou morro". Se não der para fugir pelo mato, eu fujo pelo morro.

De inveja eu não morro, mas mato muita gente.

"Pelo Brasil eu morro, pelo Ceará eu mato."
Paula Ney

"Tenho sangrado demais, tenho chorado pra cachorro
Ano passado eu morri, mas este ano eu não morro."
Belchior, in "Sujeito de sorte"