30 abril, 2017

Homens de letras

Em 1897, o Strand Magazine fixou um desafio: criar um alfabeto completo utilizando figuras humanas. Então, contratou um trio acrobático conhecido como os Three Delevines e começou a trabalhar com eles em um estúdio em Plymouth.
Eis o resultado:


Nenhum esforço foi poupado na preparação deste original alfabeto. Observem que eles poderiam ter invertido o "M" para formar um "W", mas acharam mais digno que estas duas letras fossem criadas separadamente.

A máquina de fazer nada

Em 1948, o relojoeiro aposentado Lawrence Wahlstrom adquiriu uma relíquia da II Guerra Mundial, que tinha um complicado sistema de engrenagens, e restituiu-o à operacionalidade. Ao longo de um período de 15 anos, ele passou a adicionar mais engrenagens ao objeto - numa média de 50 adições a cada ano. Saiu-se tão bem nesse passatempo que, até hoje, o número total de peças da máquina não é conhecido.
Em 1954, a Popular Mechanics escreveu:
"Nós todos sabemos de alguém que consegue trabalhar mais fazendo nada do que a maioria daqueles que trabalham fazendo alguma coisa, mas possivelmente não sabemos de qualquer coisa que trabalhe mais fazendo nada do que essa máquina construída por um hobbyist da Califórnia."
A máquina tem mais de 700 peças que giram, torcem, oscilam e interagem - tudo para nenhum propósito, exceto o movimento ".


29 abril, 2017

Tua sombra

É a confirmação de que a luz foi capaz de viajar uns 150 milhões de quilômetros, não se chocando absolutamente com nada, apenas para não tocar no solo do nosso planeta - por uma questão de poucos centímetros!
(para pensar sobre as maravilhas do Universo)

Regras para as sombras

Harry Clarke, artista do vitral e ilustrador

O artista do vitral e ilustrador Harry Clarke era prolífico, tendo produzido em sua curta vida mais de uma centena de vitrais. Suas ilustrações, para além da Irlanda, ganharam fama internacional, particularmente nos Estados Unidos, onde impressoras inundavam o mercado com edições piratas dos seis livros ilustrados que ele produziu entre 1915 e 1931.
Sua edição ilustrada de Tales of Mystery and Imagination, de Edgar Allan Poe, uma exploração macabra da psique humana, publicada por George G. Harrap, Londres, em 1919 e reeditada em 1923, foi a sua obra mais popular.
Em vários de seus trabalhos, ele incluía o próprio rosto. Um de seus autorretratos mais marcantes foi Mephisto, de 1914 (produzido uma década antes de ilustrar o Fausto, de Goethe), em que Clarke aparece, como Mefistófeles, com um copo de absinto sedutoramente na mão.
Ele morreu de tuberculose em 1931. Seu último trabalho, Juízo Final, para a janela de uma igreja em Newport, County Mayo, foi concluído por operários qualificados em seu estúdio e que se orientaram por desenhos e esquema de cores deixados por Clarke.
http://publicdomainreview.org/2016/10/12/harry-clarkes-looking-glass/

Ver também: Absinto muito

28 abril, 2017

Bocejar é contagioso

O bocejo, essa inspiração longa, com a boca aberta, e acompanhada pelo ato de espreguiçar, é mesmo um mistério. Teorias diversas já foram criadas para explicar por que acontece. Como a que relaciona o reflexo em questão com os momentos de baixo metabolismo do corpo.
Mas...
Que diz a intuição?
O bocejo é causado por tédio, fadiga ou sonolência. Aliás, é uma forma que o organismo encontrou para driblar o sono.
Bebês, antes mesmo de deixarem o útero materno, já foram vistos bocejando...
E esse reflexo não é privativo da espécie humana. Cães, gatos, ratos, pássaros e até cobras bocejam, sabiam?
Além disso, bocejar é contagioso.
.
"The yawn wave"

Farejar é contagioso?

Os coisistas estavam blefando?

Os coisistas eram especialistas em todos os tipos de cálculos, e os comerciantes e empresários os contratavam para resolver questões contábeis complicadas. Seu nome deriva da palavra italiana "cosa", porque eles usavam símbolos para representar valores desconhecidos, semelhante ao uso que os matemáticos fazem hoje do "x". Todos os profissionais da resolução de problemas nessa época inventaram seus próprios e astutos procedimentos para realizar cálculos, e todos fizeram tudo o possível para manter esses métodos em segredo e assim desfrutar da reputação de serem as únicas pessoas capazes de resolver certos problemas.
Um exemplo famoso foi com a lei de Titius-Bode, uma controversa lei matemática que define, aproximadamente, as distâncias planetárias. Foi desenvolvida em 1766 por Johan Daniel Tietz ,mais conhecido por seu nome latinizado Titius, e divulgada pelo astrônomo Johann Elert Bode, então diretor do Observatório de Berlim, que acabou definindo a sequência final do que hoje conhecemos como Lei de Titius-Bode.
A lei parte-se de uma progressão geométrica de razão 2, a partir do segundo termo:
0, 1, 2, 4, 8, 16 e 32
Titius, multiplicou cada um destes termos por 3:
0, 3, 6, 12, 24, 48 e 96
e adicionou 4 unidades a cada um deles, obtendo-se:
4, 7, 10, 16, 28, 52 e 100
e finalmente dividindo-os por 10:
0.4, 0.7, 1.0, 1.6, 2.8, 5.2 e 10.0
Sabendo-se que uma unidade astronômica (UA) é a distância média da Terra ao Sol, os valores obtidos representam as distâncias médias dos planetas, em UA, em relação ao Sol.
O mais curioso nesta lei é que ela previa a existência de um planeta entre as órbitas de Marte e Júpiter, a 2,8 UA do Sol, mas que não existia. Mais tarde, atribui-se este valor à órbita do cinturão de asteroides que orbita o Sol nesta distância.
Esta lei foi desbancada pelo descobrimento de Netuno e Plutão, já que eles não seguem a referida lei, e também considerando que a ideia do cinturão não é a de um corpo celeste. WIKIPÉDIA
Significado de Coisismo, por Mestre dos Magos:
Em técnicas de redação, trata-se do uso da palavra "coisa" nos textos dissertativos, deixando-os pobres e superficiais.
Um exemplo: O protocolo de Kyoto é uma coisa muito boa para o mundo.
Artigo 11 do Manifesto Coisista, por Nuno Oliveira:
A Coisa é a Coisa que vive e morre sem chegar a ter identidade, a Coisa dispensa o nome e mesmo a forma, a Coisa enuncia-se levemente nestes, mas não fica retida na memória, a Coisa é uma situação de pobreza de textura de complexidade, é difusa simples e difusa as Coisas são, não sei bem. Acha-se, acho que a memória é um processo que retém mas também que esquece como coisa seletiva que é, Coisifica.

INVENTANDO COISAS e COISANDO INVENTOS

27 abril, 2017

Palestras 24/7

Como parte da cerimônia do Prêmio Ig Nobel de 2016, quatro grandes pensadores do mundo foram convidados a dar suas palestras 24/7.
Seguindo as regras deste tipo de palestra, cada conferencista discorreu sobre o seu tópico duas vezes:
1ª - com uma descrição técnica completa em 24 segundos;
2ª - com um resumo claro e inteligível em 7 palavras.
Os limites de tempo e palavras foram administrados pelo árbitro Mr. John Barrett e pelo Ig Nobel NSFW Indicator,

NSFW: Not Safe For Work

O fim do marfim?

Quase um terço dos elefantes africanos foram ilegalmente abatidos por caçadores furtivos, nos últimos dez anos, para atender à demanda de marfim na Ásia, onde ainda há um comércio em expansão desse material, particularmente na China.
Como consequência dessa matança, um número crescente de elefantes africanos nascem agora sem presas. Ao matarem os animais com melhor marfim, os caçadores estão alterando fundamentalmente o pool genético dos elefantes.
Em algumas áreas, 98 por cento dos elefantes fêmeas já não têm presas, No passado, esse número oscilava entre 2 e 6 por cento.
A continuar a predação pela busca do marfim, todos os elefantes africanos podem se tornar sem presas como seus primos asiáticos, alertam os pesquisadores.
http://www.independent.co.uk/news/elephants-africa-tusks-ivory-poaching-born-without-a7440706.html#gallery

"As presas são usadas por eles para escavar comida e água, para mover árvores e galhos, para a auto-defesa e para a exibição sexual.". BBC

O marfim vegetal
Está ganhando popularidade como um substituto para o marfim, embora seu tamanho limite a sua usabilidade. É o endosperma da semente de palmeiras do gênero Phytelephas (nome que significa planta-elefante), que são comumente encontradas nas florestas tropicais do Panamá à Bolívia e no noroeste do Brasil.
https://en.wikipedia.org/wiki/Phytelephas

26 abril, 2017

Prato e menu

Quando o prato que você pediu está pronto
mas você continua a olhar para o menu.

O ciclista feliz

Guernica, uma pintura contra o fascismo

"Sempre acreditei e ainda acredito que os artistas que vivem e trabalham com valores espirituais não podem nem devem permanecer indiferentes a um conflito em que estão em jogo os mais altos valores da humanidade e da civilização." - Picasso, 1937
Em 26 de abril de 1937, bombardeiros alemães e italianos atacaram a cidade basca de Guernica. Ao longo de três horas, destruíram três quartos da cidade antiga, matando e ferindo centenas de pessoas . O ataque foi "sem paralelo na história militar", segundo relatos na época - e inspirou uma das mais famosas pinturas anti-guerra da história: Guernica.
Respondendo às atrocidades da Guerra Civil Espanhola, artistas como Pablo Picasso, Julio González, Joan Miró, Alexander Calder, Alberto Sánchez e José Gutiérrez Solan foram reunidos pela Exposição de Paris de 1937, que abriu menos de um mês após o bombardeio e dez meses após a Guerra Civil haver começado.
Depois de ler relatos do ataque de Guernica por aliados de Franco, Picasso começou a trabalhar em uma pintura que viria a simbolizar a luta mais ampla contra o fascismo. De acordo com o historiador de arte Fernando Martín Martín, "pela primeira vez na história contemporânea da guerra, uma cidade e sua população civil foram aniquiladas, tanto como uma tática de amedrontação como uma maneira de testar a máquina de guerra".
Instantaneamente, Picasso sabia qual seria o assunto de seu mural para a Exposição de Paris.
Pintado em uma lona de má qualidade, o mural levou pouco mais de um mês para ser concluído. Enquanto pintava, para combater rumores de que apoiava os nacionalistas, Picasso emitiu esta declaração: "No painel em que estou trabalhando, que chamarei Guernica, e em todas as minhas obras de arte recentes, manifesto claramente minha aversão à casta militar que afundou a Espanha num oceano de dor e morte".
(http://www.bbc.com/culture/story/20170206-the-artists-who-fought-fascism)
Sua pintura, Guernica, encontra-se atualmente no Museu Reina Sofía de Madrid.

Leitura recomendada: El Guernica de Picasso. Historia de un souvenir, JOTDOWN

Ver também: H. G. Wells pergunta por García Lorca

25 abril, 2017

O Pêndulo de Newton - 2

Há quem atribua ao ato de contemplá-lo a capacidade de aliviar os estresses.


O Pêndulo de Newton - 1

Palavras de ordem

Uma multidão protesta do lado de fora de uma Faculdade de Física.
Eles gritam palavras de ordem:
"O que nós queremos?"
"Viagem no tempo!"
"Quando queremos?"
"Irrelevante!"
Palavras de ordem - Palavra ou conjunto de palavras que serve para marcar uma posição para reivindicar algo, geralmente pela repetição.

ENTREMENTES 
ATINGIU ONTEM A MARCA DE 1 MILHÃO DE VISUALIZAÇÕES

24 abril, 2017

O Guerreiro do Arco-íris no Brasil

No final de semana do dia 29 de abril até o feriado de 1 de maio, o Rainbow Warrior estará aberto para a visitação no Rio de Janeiro.
É o mais emblemático barco do Greenpeace, que vem ao Brasil no momento em que a organização completa 25 anos de suas atividades em nosso país.
Caso não possa comparecer nestas datas, o Rainbow Warrior estará aberto também de 4 a 6 de maio, antes de partir para sua próxima missão.
A visitação é gratuita, basta você registrar seu interesse aqui.


Corais da Amazônia, um tesouro nacional

Ann Hodges: atingida por um meteorito

Em 1954 , em Sylacauga, Alabama, EUA, Ann Hodges, 32, foi ferida no braço e na cintura (onde teve um grande hematoma) por um meteorito que caiu, através do telhado de sua casa, em plena sala de estar. Ele quebrou a caixa de madeira de seu rádio e atingiu-a enquanto ela estava deitada, descansando em um sofá.
Quando Eugene Hodges, marido de Ann, voltou do trabalho naquele dia, encontrou sua casa cercada por curiosos querendo entender o que havia ocorrido. Em plena Guerra Fria, muitos estavam convictos de que aquilo tinha sido um ataque da União Soviética.
Para evitar que a situação saísse do controle, o xerife local confiscou a rocha e a enviou à Força Aérea, que confirmou se tratar de um meteorito. A população se tranquilizou com o anúncio e iniciou uma campanha para que a pedra fosse devolvida a Ann, que concordava com a ideia. "Eu sinto como se o meteorito fosse meu", disse Ann.  "Eu acho que Deus queria me dá-lo. Afinal, Ele me acertou!", afirmou ainda.
Mas a história não acabou aí: depois de conseguir o meteorito de volta, o casal ainda teve que brigar na justiça por ele. Isso porque eles eram inquilinos de uma viúva chamada Birdie Guy, que o desejava para si e entrou com um processo, alegando que a bolota espacial lhe pertencia, já que havia caído em sua propriedade. No final, a proprietária abriu mão de sua reivindicação por 500 dólares, valor pago de bom grado por Eugene, que acreditava que poderia faturar alto com a pedra.
Após ter essa expectativa frustrada, Eugene e Ann resolveram doar o meteorito ao Museu de História Natural do Alabama.
Este continua a ser o único registro (até 2006) de uma pessoa atingida por um meteorito.

Outra nota sobre o Meteorito de Sylacauga.

23 abril, 2017

O Jardim das Delícias Terrenas

Uma interpretação contemporânea e animada da famosa obra de Hieronymus Bosch (óleo sobre tela, 1504) que se encontra no Museu do Prado, em Madrid.



O Jardim das Delícias Terrenas é um tríptico de Hieronymus Bosch, que descreve a história do Mundo a partir da criação, apresentando o paraíso terrestre e o inferno nas abas laterais. Ao centro aparece um Bosch que celebra os prazeres da carne, com participantes desinibidos, sem sentimento de culpa. A obra expõe ainda símbolos e atividades sexuais com vividez. Especula-se sobre seus financiadores, que poderiam ser adeptos do amor livre, já que parece improvável que alguma igreja tradicional a tenha encomendado.

Ver também: O Juízo Final, de Hieronymus Bosch.

Penso, logo cito - 34



Michel de Montaigne, filósofo francês do século XVI:



"Os livros são o melhor companheiro para a viagem desta vida humana."



23/04 - Dia Internacional do Livro
Edições anteriores: 2014, 2015 e 2016

22 abril, 2017

Por que adicionar um blog ao site de sua empresa


A grande maioria dos sites de pequenas e médias empresas não inclui um suporte de blog e isto é um erro. Hoje, tendo que disputar o mercado com muitos concorrentes, é essencial que você disponha de todas as armas possíveis.
O blog é um ponto em favor, ponto.
O site corporativo, que só traz as informações sobre a empresa com um formulário de contato (na melhor das hipóteses), ignora esta grande vitrine que é o blog. Comporta-se como um site estático em que os usuários entram, não interagem e se vão para sempre.
Siga lendo em SEO BADAJOZ

Uma rede sustentada por drones

Saiba mais sobre a experiência neste vídeo em holandês.

Afinal, esta rede sustentada por drones confirma ou não a Primeira Lei de Newton?
Que diz:
"Por inércia, um corpo em repouso tende a continuar em repouso."

21 abril, 2017

O óleo essencial da gasolina

Seu carro requer gasolina para andar, certo?
Você tem um carro; você sabe que se você não o suprir de gasolina, ele irá parar de funcionar completamente. Noventa e oito por cento dos mecânicos pesquisados ​​concordaram que a gasolina é necessária para o  motor de um carro funcionar saudavelmente.
Agora, essa energia da gasolina está disponível de uma forma concentrada! Nós usamos uma destilação patenteada e um processo de prensagem a frio para reduzir a gasolina até um óleo essencial, que você pode agora comprar em forma de um creme tópico e aplicá-lo diretamente nos bancos e no para-brisa do seu carro.
Isso permite você transferir a energia pura da gasolina do carro para o motor. O creme é facilmente absorvido diretamente das almofadas dos assentos, que estão 37 por cento mais próximos do motor do que o tanque de gasolina, proporcionando assim um sistema de abastecimento muito mais eficiente devido ao fluxo direto.
O creme aplicado no pára-brisa também fornece uma camada protetora com ressonância ao motor do carro, o que significa que o seu carro vai correr mais rápido e mais limpo, e irá apresentar aquele "brilho de carro novo" por muito mais tempo.
Você também pode desfrutar dos benefícios da energia do óleo essencial da gasolina ao aplicá-lo diretamente sobre os pulsos, os pés e atrás das orelhas, restaurando o equilíbrio natural entre você e seu carro.

Dave Pacheco, Google+

Em cima do muro - 2



Venha sentar a meu lado
Eu disse a mim mesmo
E embora não fizesse sentido
Eu segurei minha própria mão
Como uma pequena prova de amizade
E permaneci comigo mesmo
Em cima do muro.

Em cima do muro - 1

20 abril, 2017

Com parênteses é melhor?

Nesta imagem, Donald Trump aparece ao lado do coelhinho de Páscoa (da Casa Branca), por ocasião do último feriado religioso.
O programa Squawk on the Street (da CNBC), que não é um programa de humor (e sim um programa de negócios), transmitiu a imagem com esta informação (completamente desnecessária) em sua legenda:
"O Presidente dos Estados Unidos (à esquerda) deu as boas vindas..."

Cientistas imaginários influentes nestes tempos de fatos imaginários influentes

Por que falsificar dados quando você pode falsificar um cientista?
Inventar nomes e currículos é um dos mais recentes truques em Ciência.
Essa é a manchete de um artigo na revista Nautilus, escrito por Adam Marcus e Ivan Oransky. Aqui está parte do artigo:
... O fato é que o avanço profissional para cientistas de todo o mundo está se tornando um desafio cada vez maior em uma era de financiamento para a investigação científica cada vez mais escasso e, com isso, apertando a competição por pontos no corpo de pesquisadores. Para ter sucesso no ambiente de publicar-ou-perecer da academia, a maioria dos cientistas tranca-se no laboratório e joga dentro das regras. Alguns, porém, abrem uma escotilha....
[Uma] da maior parte das novas fraudes de hoje é incrivelmente simples: invente novas pessoas.
Jesús Ángel Lemus é um investigador veterinário espanhol que perdeu 13 trabalhos por retratação devido à falta de veracidade em seus dados. Essa conduta não é tão incomum - mesmo 13 retratações não coloca Lemus entre os 30 maiores pesquisadores por retrações. O que torna Lemus interessante é que ele parece ter criado um coautor fictício para cinco de seus artigos, um "big Xavier" (cujas vagas filiações, ironicamente, fizeram dele um grande homem no campus da Universidade de Castilla -La Mancha ). É difícil entender por que o fato de aumentar o número de autores seja também uma forma de aumentar a aparente credibilidade de um estudo, especialmente se eles acontecem em uma prestigiada instituição.

19 abril, 2017

Quimera




O baixo tem um violão que tem um ukulele

Qual é a vantagem?
É a melhor forma de manter a banda unida.

O que é quimera:
Pode significar uma figura mítica, um peixe, um fenômeno genético, entre outras coisas. Neste caso; um devaneio.

O primeiro mouse da história

De maneira independente, o pesquisador Douglas Engelbart, do Instituto de Pesquisa Stanford, vinha trabalhando desde 1963 em um projeto muito avançado para a época. No início da década de 1960, a maioria dos computadores era operada com cartões perfurados e outros métodos que não permitiam a interação do usuário com a máquina.
Entre os dispositivos de entrada apresentados por ele, em 1968, durante a primeira demonstração pública de seu projeto, havia uma caixinha de madeira com um botão vermelho na parte superior e um cabo que saia de uma das extremidades, lembrando, de alguma forma, o rabo de um rato. Era o primeiro mouse da história.
Em 1970, foi emitida para Douglas C. Engelbart a patente US 3541541 A X-Y Position Indicator for a Display System (Indicador de Posição XY para um Sistema Display) - o mouse do computador.
Cronologia
1952: nasce a primeira trackball
1963: o primeiro protótipo de mouse
1970: primeiro mouse comercializado
1973 - 1981: os mouses da Xerox
1983: primeiro mouse da Apple
1999: a estreia do mouse ótico
A evolução dos mouses não para por aí e, recentemente, os "ratos" ganharam "asa". Graças aos giroscópios, agora os mouses não precisam nem mesmo ser operados sobre uma superfície física e plana. Esse modelo requer apenas alguns movimentos leves do pulso do usuário para que o cursor seja movido, reduzindo assim o cansaço físico causado por arrastar o mouse durante o dia todo.

http://www.tecmundo.com.br/historia/10976-como-inventaram-o-mouse.htm

18 abril, 2017

O trem mais curto do mundo

Espere, o trem está atrasado...



Ah, já passou?!

O "treminhão" (o caminhão mais longo do mundo)

As liberdades do ar

No âmbito do Direito Aeronáutico, as liberdades do ar são uma série de direitos relativos à aviação comercial que garantem as linhas aéreas de um Estado entrar no espaço aéreo de outro Estado. Diferenciam-se em liberdades técnicas, liberdades comerciais e outras liberdades, perfazendo um total de nove. WIKIPÉDIA
Na prática, apenas cinco são (quase) universalmente reconhecidas. Coisas como poder voar do país A para o país B, sobrevoando o espaço aéreo de C sem aterrissar ou ou aterrissar por razões técnicas etc. Por desgraça, as coisas não são sempre assim tão idílicas: há linhas aéreas ou tipos de aviões proibidos em muitas zonas, há zonas em que é proibido voar (no-fly zones) por guerra ou por motivos políticos (assim esteve a União Soviética durante décadas) e locais em que não se permite aterrissar (ou decolar) sem uma boa desculpa.
É interessante que, ainda que se possa sobrevoar a maioria dos países, não está claro qual é o limite do espaço aéreo ou onde começa o espaço (que se supõe «internacional», ainda que haja também quem creia que ele não exista). Alguns órgãos usam as mesmas 12 milhas náuticas (12 km) das águas territoriais; outros dizem que o espaço aéreo sobre cada país é até 30 km (altitude do globo aerostático); outros, que é até a linha de Kármán (100 km) ou até 160 km (a dos satélites em órbita baixa). Curiosamente, os Estados Unidos chamam de «astronauta» a qualquer um que passe dos 80 km, de modo que se supõe que, para eles, é esse o limite do espaço.
(http://www.microsiervos.com/archivo/aerotrastorno/cinco-libertades-aviacion-comercial.html)

Quem é dono do ar?

17 abril, 2017

A descoberta da praia

Édouard Manet
Até o século 18, a beira-mar não era um lugar que as pessoas fossem para relaxar. Nos tempos antigos, era onde você podia correr o risco de ser atacado por monstros marinhos como Cila e Caríbdis, piratas sanguinários ou mesmo pegar a varíola. Então, algo mudou. O historiador da Universidade de Sorbonne Alain Corbin explora esta história incomum no livro "The Lure of the Sea: The Discovery of  the Seaside in the Western World, 1750-1840" (O Fascínio do Mar: A Descoberta da Praia no Mundo Ocidental, 1750-1840), uma das fontes para um artigo fascinante na revista Smithsonian sobre a "invenção da praia":
Por volta de meados do século 18, de acordo com Corbin, as elites europeias começaram a divulgar as qualidades curativas do ar fresco, dos exercícios e dos banhos de mar. Especialmente na Grã-Bretanha, onde aristocratas e intelectuais estavam preocupados com a própria saúde. Eles viam os trabalhadores, nas fábricas e novas cidades industriais, com a destreza física reforçada através do trabalho. Em comparação com estes, as classes economicamente superiores pareciam frágeis e decadentes. A noção do "mar restaurador" nascia. Médicos prescreviam um mergulho em águas frias para revigorar e animar. O primeiro resort à beira-mar foi aberto na costa oriental da Inglaterra, na pequena cidade de Scarborough, perto de York. E outras comunidades costeiras surgiram para atender uma clientela cada vez maior de banhistas, que procuravam tratamento para uma série de condições: raquitismo, lepra, tuberculose, gota, impotência, problemas menstruais, melancolia e histeria. Em uma versão anterior da cultura de bem-estar de hoje, a prática de banhos de mar havia entrado para o mainstream.
Descrevendo esta reviravolta notável do "despertar irresistível de um desejo coletivo para a costa marítima", Corbin conclui que, em 1840, a praia passou a significar algo novo para os europeus. Tornou-se um lugar de consumo humano; um cobiçado "escape" da cidade e do trabalho penoso da vida moderna. A ascensão da indústria e do turismo facilitou este processo cultural e comercial. A viagem tornou-se acessível e fácil. e famílias da classe média buscavam a costa em números cada vez maiores. "On the beach" (na praia), no jargão dos marinheiros, em vez da conotação de desamparo (ser preso ou deixado para trás), agora transmitia saúde e prazer. E o termo "vacation" (férias), antes utilizado para descrever uma ausência involuntária no trabalho, era agora um interlúdio desejado. (PGCS)

Inventing the Beach: The Unnatural History of a Natural Place (Smithsonian)

The Lure of the Sea: The Discovery of the Seaside in the Western World, 1750-1840 (Amazon)

On board

"We will, we will rock you."

Como se traduz a legenda acima?
  1. Gratos por ter escolhido a United Airlines.
  2. O treino do nosso staff começa agora.
  3. Deu overbooking, estamos precisando de algumas desistências.
  4. Nós vamos, nós vamos sacudir você.

16 abril, 2017

Grafite: se permite; pichação é predação

No Brasil 
Existe uma diferença entre o grafite e a pichação. Ambas tendem a alimentar discussões acerca dos limites da arte, sobre arte livre ou arte-mercadoria, liberdade de expressão, sobre Pollock, Rothko e Basquiat.
O grafite, em princípio, é bem mais elaborado e de maior interesse estético, sendo socialmente aceito como forma de expressão artística contemporânea, respeitado e mesmo estimulado pelo Poder Público. Já a pichação é considerada essencialmente transgressiva, predatória, visualmente agressiva, contribuindo para a degradação da paisagem, vandalismo desprovido de valor artístico ou comunicativo. Costumam ser enquadradas nessa categoria as inscrições repetitivas, bastante simplificadas e de execução rápida, basicamente símbolos ou caracteres um tanto hieroglíficos, de uma só cor, que recobrem os muros das cidades. A pichação é, por definição, feita em locais proibidos e à noite, em operações rápidas, sendo tratada como ataque ao patrimônio público ou privado, e portanto o seu autor está sujeito a prisão e multa (artigo 65 da Lei 9.605/98 - Lei dos Crimes Ambientais).
O grafite tende a ser feito em locais permitidos ou mesmo especialmente destinados à sua realização.
Sobre Pollock: [1] [2] [3] [4]

A placa que mantém um hospital livre de pichações
Todos os prédios da redondeza estão pichados, mas as paredes do Hospital Materno Infantil Presidente Vargas, na Avenida Independência, em Porto Alegre, permanecem limpas. Nem sempre, no entanto, foi assim – antigamente, o prédio era completamente pichado. A mudança aconteceu depois da instalação de uma pequena placa de metal na fachada, há 12 anos."Atenção, Sr. Pichador – Sua mãe, sua irmã, sua esposa ou até mesmo sua filha podem precisar de atendimento neste Hospital Público. Os recursos necessários para tal atendimento podem ter sido gastos para corrigir os estragos feitos pelo seu ato. Por favor, cooperar com a saúde pública", diz a mensagem. Segundo a equipe da instituição, é essa placa que garante a "imunidade" do hospital aos pichadores. E a ideia – veja só – foi de quem geralmente leva a culpa por tudo dentro de uma empresa – o estagiário. ;-)

Careri: apagar grafite é como queimar livros
Os romanos já faziam. Os gregos também. O grafite não foi invenção dos paulistanos, diz o arquiteto e escritor italiano Francesco Careri.
Professor de estudos urbanos da Universidade Roma Tre, onde também dirige o programa de pós-graduação "Artes, arquitetura, cidades", Careri afirma que os rabiscos nos muros são uma forma milenar de expressão.
Para ele as paredes ainda ocupam um espaço inalienável: dizer o que não é dito em nenhum outro meio, falar da vida da cidade para todos, até para quem não sabe ler.

Grafite: se permite; pichação é predação. ~ Paulo Gurgel

Lagartos. Vida e arte

Na região de Kimberely, na Austrália, um pequeno lagarto franjado enfrenta um homem.



A vida imita o estado da arte.


15 abril, 2017

Pinguins sem cabeça

O fotógrafo britânico Charles Kinsey, de 64 anos, registrou esta imagem curiosa que parece mostrar dois pinguins-rei sem cabeça andando sobre as pedras da Ilha Georgia do Sul.


Mas os pinguins não estão decapitados, segundo a agência Caters News. Apenas giraram as cabeças ao mesmo tempo para coçar as costas.

Uma lição de vida

O macacão limpador de chão

Esta inovação vem do Japão. A Terra do Sol Nascente, como se sabe, está sempre tecnologicamente um passo à frente do resto do mundo.
É uma roupa com fiapos para o bebê ir limpando o chão enquanto engatinha.


Uso não recomendado no Brasil. Há risco de processo por exploração de trabalho infantil.

Juridicamente perfeito: Assaduras, nunca mais.

14 abril, 2017

Essa «gente de bem» de hoje em dia...

Copiei. ~ Fernando Gurgel Filho
"Jesus nasceu numa quebrada. Periferia da periferia mesmo.
Passou a vida arrumando treta por questões sociais. Defendeu assassino, ladrão, puta, pobre e leproso.
Juntou uma galera pra defender a causa. Começou a fazer barulho.
Conquistou o desafeto da classe média e da elite (ponto pro cara).
Considerado subversivo, foi preso pelo Império.
A classe média pedia pena de morte, mas o crime não a justificava. Pôncio Pilatos jogou o b.o. pra Herodes. Herodes se ligou na mesma coisa e devolveu o b.o..
Pilatos deixou pra galera decidir. Bem pensado, porque desde aquele tempo, o povo já tava cheio de «dateninha» linchador.
O cara foi executado ouvindo piadinha de justiceiro.
E não foi morto «entre» bandidos. Foi executado pelo Estado «como» bandido - subversivo, que de fato era.
Enfim, o messias cristão foi um sujeito pobre, nascido na «perifa», engajado em questões sociais, executado como bandido pelo Estado sob os aplausos dos justiceiros.
Então, Jesus, se você estiver lendo isso e pensando em voltar, fica esperto.
Essa «gente de bem» de hoje em dia vai querer matá-lo de novo, enquanto come bacalhau e ovo de Páscoa."
____________________________________
texto de Rauni Fontana - retirado da internet

Ladrõezinhos de empregos

Não sejam bobos. Os robôs não se tornarão superseres que matarão os humanos. Não, isso é ridículo. Por que iriam nos matar quando, em vez disso, eles podem simplesmente tomar nossos empregos e nos lançar na rua da amargura?
Em uma reviravolta irônica (que muitas pessoas que perderam seus empregos devido à concorrência da mão de obra barata no exterior vão apreciar), uma empresa chinesa descobriu que as máquinas são ainda mais baratas do que a mão-de-obra barata.
No South China Morning Post:
  • As máquinas podem classificar até 200 mil pacotes por dia e são auto-carregáveis, o que significa que podem operar no sistema 24/7.
  • Um porta-voz da Shentong Express disse que os robôs ajudaram a empresa a economizar metade dos custos com relação a quando eram usados trabalhadores humanos.
  • Também melhoraram a eficiência em cerca de 30% e maximizaram a precisão da classificação, disse ele.
Leia o resto no South China Morning Post ou só dê uma olhadela no vídeo em que estes ladrõezinhos de empregos, quero dizer, classificadores de pacotes aparecem.


A propriedade intelectual de uma partida de xadrez

O historiador do xadrez Edward Winter nos lembra que esta não é uma questão nova.
Esteve presente, em 1911, por ocasião das negociações dos jogos de um campeonato de  xadrez entre o titular Emanuel Lasker e o seu desafiante José Raul Capablanca. Com Lasker insistindo que possuía os direitos exclusivos sobre os jogos.
Winter cita a resposta gentilmente mordaz do jovem cubano:
"Um jogo de xadrez, a partir de sua própria natureza e da forma de sua produção, deve ser de propriedade conjunta das duas pessoas que o produzem."
https://www.bloomberg.com/view/articles/2016-11-15/there-s-legal-intrigue-at-the-world-chess-match

Bônus