31 julho, 2011
A primeira noite em Paris
A primeira noite em Paris
Eu nunca tinha saído do Nordeste, nunca tinha andado de metrô e mal sabia conjugar o verbo to be. O cenário era cinza. Mas a vontade de viajar era tanta que eu só enxergava azul, vermelho e branco. A primeira providência foi comprar um livro das edições de ouro, “Aprenda francês em 30 dias”. Como só havia três semanas até a viagem, priorizei três seções: “no aeroporto”, “na estação de trem” e “na padaria”. Deixei de lado “no restaurante” e “no hotel”. A verba era muito curta, a conta não fecharia, eu não poderia ir a restaurantes nem me hospedar em hotéis.
O plano era ficar vários meses na Europa, até o dinheiro acabar ou o frio chegar, o que ocorresse primeiro. Naquelas circunstâncias, ainda mais, as duas necessidades básicas de um nordestino em terra estrangeira eram comer e dormir. Comer não me preocupava muito, bastaria escolher uma das duas opções: almoço ou jantar. Um bom café da manhã eliminaria o almoço. Em dias em que não houvesse hospedagem, o café não estivesse já no preço, seria o almoço a principal refeição do dia. Dado o aperto no orçamento, não poderia me hospedar todos os dias nem mesmo em albergues. Teria de alternar: noites em albergues, noites em estações de trem. Sim, tinha ouvido dizer que era muito comum mochileiros dormirem nas estações. Um dos problemas é que eu não me enquadrava nem mesmo na categoria dos mochileiros. Mas só fui descobrir isso lá. Um mochileiro, por definição, usa mochila. Não levei uma mochila nem propriamente uma mala. Levei uma espécie de sacola grande com duas alças. Duas pessoas a carregariam melhor. Tive ajuda logo no primeiro dia, vocês verão.
Um amigo, ao saber do meu plano, tentou me convencer a desistir dele. Vendo que não iria ter êxito, restou-lhe tentar me ajudar de outra forma. “Tenho uma amiga, casada com um francês, que mora em Paris. Ela é gente boa”, disse ele. Pensei: resolvido o problema da hospedagem. Havia outro problema a ser resolvido antes de partir, um doméstico: como explicar aos meus pais que eu iria viajar à França com pouco dinheiro, sem nunca ter saído do Nordeste, sem saber falar quase nada. Mas antes de contar o plano, comprei a passagem. Do contrário, correria o risco de eles me convencerem a desistir da viagem. “Mãe, a senhora não se preocupe. Tenho um amigo que tem uma amiga casada com um francês. Eles moram em Paris. Meu amigo já telefonou para eles. Vou ficar hospedado lá. É só nos primeiros dias. Depois, fico em hotéis. É tranquilo”. Ela virou-se para o meu pai e disse: “Antonio, convença esse menino a desistir disso, tá vendo que não vai dar certo?!”. Meu pai também não aprovava a ideia, mas ele não queria admitir: “Lenita, deixa o menino ir, vai ser bom pra ele, sair de casa, aprender”, disse meu pai, sem convicção.
Passou-se outra sexta-feira de muita ansiedade e chegou o dia do voo Air France Recife-Paris. Naquela época, tudo só se resolvia por Recife. Hoje, os portugueses da TAP trouxeram a ponte aérea Fortaleza-Lisboa; e os espanhóis da Ibéria, a ponte aérea Fortaleza-Madri. A expectativa era grande na chegada ao aeroporto Charles de Gaulle. Afinal, eu estava desempregado, levava pouco dinheiro e não tinha reserva de hotel, apenas o endereço da brasileira. Houvesse um Sarkozy em 1985 e eu teria sido deportado no primeiro voo. Mas o presidente era François Mitterrand, que nem exigia visto dos brasileiros. Grande Mitterrand. Seu representante na alfândega carimbou meu passaporte sem puxar conversa. Ainda bem. Logo no aeroporto, o livro “Aprenda francês em 30 dias” não surtia o efeito desejado. Eu tinha decorado umas frases; o problema era a pronúncia, que não se encaixava direito.
Como não sabia andar de metrô, fui de ônibus até o centro da cidade luz. De lá, consegui chegar a uma praça que ficava perto do apartamento da amiga do amigo, a brasileira casada com o francês. Eu carregava com dificuldade o sacolão e, na mão esquerda, levava o endereço da minha primeira hospedagem. Por sorte, a colônia portuguesa em Paris era grande nos anos 80. Um senhor veio me ajudar, um português. Ele me levou até o apartamento do casal e tocou o interfone. A brasileira atendeu, disse “pode subir”. No elevador, havia uma senhora com um cachorro. Ela não foi muito simpática. Pelo tamanho do sacolão, deve ter pensado “veio para ficar, é mais um imigrante”.
A brasileira, um pouco desconcertada, me recebeu bem. “Meu marido está no trabalho, vai demorar um pouco”, explicou. Ela tinha saudades do Brasil. Conversamos, contei as novidades. Era o governo Sarney, o assunto foi inflação. Enquanto o marido não chegava, aproveitei e pedi uma aula de como andar de metrô. Horas depois, já tarde, chegou o marido. Era bem mais velho do que ela. Começaram a conversar e, embora eu não entendesse quase nada do que diziam, percebia que o francês não via com muita simpatia a ideia de eu me hospedar lá por uns dias. Vá lá, que fosse uma noite apenas, a mais difícil de todas, a primeira e já estaria de bom tamanho.
Ela traduziu para mim: “Olha, não vai dar certo você dormir aqui, é agosto, um cunhado vem passar férias com a gente. Mas meu marido vai lhe indicar um hotel bom e barato”. O plano B era um albergue; e o C, uma estação de trem. Mudei de assunto: “Estou pensando em conhecer também Bruxelas, fica perto, queria visitar o principal ponto turístico de lá, a estátua do menino fazendo xixi, o Manneken Pis”. O francês emendou: “O trem sai da Gare du Nord. Levo você até a estação de metrô mais próxima”. Depois explicou que o bom de Bruxelas era mesmo só a Grand Place. Não deu tempo para mais nada. Ele foi logo pegando numa das alças do sacolão. “Vamos, antes que fique mais tarde”, apressou. No trajeto até a entrada da estação do metrô, ele segurava numa alça; e eu, na outra. Não houve diálogo. Nem poderia. Apontou para a boca do metrô e lá me deixou.
Já era noite quando cheguei à estação de trem. Procurei os mochileiros, queria me juntar com eles. Alguns já se preparavam para dormir na estação. Fui ficando. Amanhã procuro um albergue, pensei. A conversa parecia animada. No grupo, entre outros, havia uma moça da Dinamarca, um rapaz da Suécia, uma belga e um espanhol. Na verdade, ele não se considerava espanhol, era da Catalunha. Fui então apresentado ao sleeping bag. Pois é, todos usavam um saco de dormir. Eu tinha levado um colchonete com um lençol. E vocês precisavam ver o tamanho da pochete. Tudo ia bem até por volta das duas da manhã. Quando já estávamos acomodados, dormindo, chegaram uns seguranças da estação. Disseram que a gente não poderia dormir lá dentro. O jeito foi sair. E fui seguindo o grupo. O albergue iria ficar mesmo para a noite seguinte. Todos se deitaram na calçada, em frente à estação Gare du Nord. E lá dormimos. Pelo menos, tentamos.
De manhã bem cedo, com o sol no rosto, me despedi dos mochileiros e fui à padaria mais próxima. Depois do croissant, procurei um telefone, precisava ligar para minha mãe e contar como tinha sido minha primeira noite em Paris. Não tinha dormido bem, por óbvio, mas se eu contasse como tinha sido aquela noite, quem passaria a não dormir bem seria ela.
– A senhora se lembra do apartamento da amiga do amigo, a brasileira casada com o francês? Não quis incomodar o pessoal, achei melhor dormir num hotel.
– Meu filho, a viagem foi boa? Você dormiu bem ontem?
– Sim, muito bem. O hotel é perto da Torre Eiffel. Da janela do quarto, dá pra ver a torre. À noite, toda iluminada, ela fica muito bonita.
– Não deixe de mandar notícias!
– Fique tranquila, não se preocupe. Vou mandar um postal da torre. Um beijo na senhora e no pai.
Ainda pensei em dizer que eu tinha me hospedado no Ritz, mas ela não iria acreditar.
Marcadores: crônica, FGF, Paris
Mulheres gozando
Positiva - Sim! Sim! Sim!
Negativa - Não! Não! Não!
Geográfica - Aqui, aqui, aqui, aqui...
Matemática - Mais, mais, mais, mais...
Religiosa - Ai meu Santo, ai meu Santo...
Suicida - Eu vou morrer, eu vou morrer...
Homicida - Eu te mato, eu te mato...
Sorveteira - Ai Kibon, ai Kibon, ai Kibon...
Zootecnista - Vem, meu macho!!! Vem, meu macho!!!
Torcedora de Futebol - Vaaaai, entra com bola e tudoooooo!!!
Tipo mulher do Rubens Barrichelo? - Não para! Não para! Não para!
Ambiciosa - Eu quero tudo!!! Me dá tudo!!!
Margarina - Que Delícia, que Delícia...
Pornográfica - PQP! Vai, FDP!
Professora - Sim! Isso! Por aí! Agora! Exato! Isso!
Sensitiva - Tô sentindo, tô sentindo...
Desinformada - O que é isso? O que é isso?
Analista de Sistemas: OK.
Flanelinha - Vem! Vem! Vem! Aíííí!.. Agora, para.
Psicóloga - Freud! Freud! Freud mais?
O presente tema foi escolhido por ser hoje (31 de julho) o Dia Internacional do Orgasmo. Esta data foi criada há seis anos por sex shops inglesas, depois que uma pesquisa constatou que... 80 por cento das mulheres inglesas nunca haviam sentido um orgasmo.
Como domingo é dia de vídeo no blog, o vídeo de hoje insere-se no clima de comemoração da data. É matar dois coelhos com um só cacetada.
Orgasmo na moto
Marcadores: dia, motocicletas, orgasmo, vídeo
30 julho, 2011
xirtaM
É a história de como Keanu Reeves deixa as drogas para conseguir um emprego estável em uma empresa.
+ sinopses de filmes que você pode ver ao contrário em Películas al revés.
"Deus lhe pague"
Um homem foi levado em situação de emergência a um hospital administrado por freiras, onde foi operado do coração.Depois da operação, ao despertar uma freira o abordou.
- Sr. Plínio, a operação foi um sucesso. Mas precisamos saber como pensa em pagar a conta do hospital. O senhor tem seguro médico?
- Não.
- Pode pagar, então?
- Acho que não, irmã.
- Mas... tem parentes próximos?
- Só uma irmã, que é solteira e sem ganhos, pois é também uma freira...
- Ora, nós, as freiras não somos solteiras. Estamos casadas com Deus.
- Ótimo. Por favor,envie a conta a meu cunhado.
Foi assim que surgiu a expressão "Deus lhe pague".
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Post scriptum
Dicas de blogs são sempre interessantes para nossos internautas. O blog "Entrementes" do médico cearense Paulo Gurgel é um dos mais acessados por nós. É que, além de criativo, traz textos preciosos que são verdadeiros achados. Neste sábado (30/07), ele conta como surgiu a expressão "Deus lhe pague".
Deus lhe pague, meu caro Nonato. Mas não do jeito que deu origem à expressão.
29 julho, 2011
Os prós e contras dos prós e contras
1 - Você pode dividir um assunto em prós e contras como forma de antecipar os resultados de uma decisão.
3 - Comparar fatores positivos e negativos estimula o debate, do qual pode resultar a melhor tomada de decisão.
4 - Outros podem ajudá-lo na elaboração de uma lista de prós e contras, com a inclusão de fatores que você ainda não havia levado em consideração.
Os contras
1 - O instinto é superior à razão.
2 - Se os prós e os contras se equivalem a lista pode acabar inútil.
3 - Uma vez concluída essa lista, já passou a oportunidade de tomar a decisão.
Citações de Mae West
- Você sabe, para deixar uma pessoa encrencada são necessárias duas.
- Entre dois males, escolho sempre o que ainda não experimentei.
- Quando sou boa, sou ótima, mas quando sou má, sou melhor ainda.
- Quando as mulheres erram, os homens vão atrás.
- Homens são todos parecidos, exceto aquele que você encontrou — que é diferente!
- Obrigada, adorei cada centímetro.
Mary Jane West (1893-1980)
Atriz e escritora norte-americana com grande popularidade nos anos 1920 e 1930. Sua forma de representar e seus textos eram por demais desafiadores para a sociedade puritana da época. Faziam sucesso, mas eram boicotados pela grande imprensa. Uma de suas peças, "Sex", foi retirada de cartaz e lhe rendeu uma condenação a oito dias de prisão por "corromper a juventude".
Em 1972, ouvi um oficial da Brigada Paraquedista, no Rio de Janeiro, dizer que estava a acontecer um "Mae West". Num salto em que o para-quedas acidentalmente se dividira em dois, pela interposição de uma de suas cordas, e ficara ao descer com a aparência de um imenso sutiã. Uma das características físicas de Mae West era o seu busto avantajado. PGCS
Poderá também gostar de ler
O orgasmo feminino.
Post scriptum
"Citações de Mae West" foi republicada no Luis Nassif Online, em 31/07/2011 - 10:03.
Marcadores: frases, para-quedas
28 julho, 2011
Do Caburaí ao Chuí
Porque, segundo medições feitas em 1998, o ponto mais setentrional do Brasil não é o Rio Oiapoque, no Amapá, como se pensava e estudava até há pouco tempo.
O ponto mais setentrional do Brasil fica no Monte Caburaí, em Roraima. Um erro de "apenas" 84,5 km!
Então, meus prezados e prezadas, nada de falar mais - muito menos ensinar - que o Brasil vai "do Oiapoque ao Chuí".
O litoral brasileiro, realmente, se estende "do Oiapoque ao Chuí".
Porém, medido de norte a sul, o Brasil vai "do Caburaí ao Chuí". Com rima e tudo.
Essa reforma
Marcadores: Brasil, FGF, Geografia, referências
A síndrome de Paris
O que poderia causar o tão estranho efeito?
Dan Lewis, da Now I Know explica:
"A síndrome de Paris é caracterizada por um conjunto de perturbações psíquicas sofridas pelo visitante, incluindo muitas vezes sintomas orgânicos, tais como tonturas, aumento da frequência cardíaca e suores. Casos extremos vêm com uma sensação de perseguição e até alucinações. E a maioria dos afetados são japoneses.Como a BBC observou em uma discussão sobre a síndrome:
A causa? Mais provável é que ela seja uma mistura de vários fatores: o jet lag de uma viagem longa; a euforia (semelhante à síndrome de Stendhal) de estar a tirar as grandes férias da vida; a barreira da língua; e, mais criticamente, o choque cultural."
"Os visitantes vêm com uma visão profundamente romântica de Paris e a realidade pode transformá-la em choque. Um encontro com um motorista de táxi grosseiro ou um garçom parisiense que grita para os clientes que não sabem falar francês, dentre outras situações, podem ser tolerados por pessoas de outras culturas do Ocidente. Mas, para os japoneses, acostumados a serem educados e prestativos e que vivem numa sociedade em que as vozes raramente são alteadas, essas experiências na cidade de seus sonhos podem ser desastrosas."
Marcadores: França, síndromes, turismo
27 julho, 2011
Jornal do PARQUE
Feito numa linguagem simples e acessível, abordando questões de interesse dos moradores da região, como segurança e trânsito, além de questões relativas à saúde e à qualidade de vida, o Jornal do PARQUE também divulgará atividades artísticas e culturais e estará atento à questão ecológica, incentivando a relação saudável do progresso da região com a defesa do meio ambiente.
A edição impressa do jornal, que nicialmente sai com uma tiragem de cinco mil exemplares, terá periodicidade mensal e o seu conteúdo poderá ser também acessado no site (em construção) do órgão.
(*) O morador da região pode receber gratuitamente o seu exemplar do JP, bastando enviar nome e endereço completo para o e-mail: jp@marciogalvao.com.br
Marcadores: Cocó, Fortaleza, jornal
À mão, não
Ler a notícia completa em Carta Capital de 25 de julho de 2011.
Marcadores: ensino, EUA, letras
26 julho, 2011
Construção de ferrovia
A nova ferrovia entre Rio e São Paulo custará 50 bilhões de reais. Não seria mais inteligente comprar as máquinas que vocês vão ver agora? Ou produzi-las em maior número aqui mesmo no Brasil. Com 20 máquinas destas, ao final de 5 anos, o Brasil teria sua malha ferroviária multiplicada por quatro. Atualmente são 30 mil quilômetros. Haveria grande diminuição do custo de vida por barateamento do transporte. Redução de invalidez e de mortes por acidentes nas estradas. Limpeza do ar que respiramos porque as locomotivas podem ser elétricas. A manutenção de uma ferrovia é infinitamente mais barata do que a rodovia, sem se falar na segurança que oferece.
O Brasil desativou grandes trechos ferroviários, especialmente na minha região central de Minas. Quando vou de passeio pela nossa zona rural, deparo-me com grandes cortes e aterros tomados pela vegetação. São linhas ferroviárias antigas cujos trilhos e dormentes foram criminosamente vendidos como sucata. Trem e bonde eram considerados transportes ultrapassados, o moderno era a rodovia.
Moro ao lado da ferrovia Vitória Minas há 35 anos. São 90 trens por dia com 350 vagões cada um. Nào se escuta falar em acidente na linha, tal a sofisticação dos controles. A linha é de mão dupla e um trem não consegue se aproximar do outro na mesma linha. É detido automaticamente por controles duplicados. Uma maravilha tecnógica é sua central de monitoramento. O trem de passageiros entre Belo Horizonte e Vitória tem só 19 vagões e transporta 1.700 passageiros. Tivesse 350 vagões transportaria 31 mil pessoas, o que equivale ao transporte realizado por 626 ônibus em cada viagem. Há ainda trens que transportam o seu carro com a família dentro. Imaginem o conforto de chegar ao seu destino e sair dirigindo?
Vejam agora como se constrói uma ferrovia em tempo recorde e,quem sabe, com baixo custo. Não seria melhor para o Brasil investir em máquinas assim (*) e cancelar esta maluquice em alta velocidade. Para viajar com rapidez e custo infinitamente menor, já existe o avião. Para concluir: o trem é seguramente o meio de transporte mais econômico, confortável, seguro e durável.
Viva o TREM, uai!
(*) Máquinas que constroem 1,5 km de ferrovia por dia (em Israel). VÍDEO
Marcadores: construção, ferrovia, NJC
Botas de 400 milímetros

Marcadores: botas, enchentes, São Paulo
25 julho, 2011
Nem todos odeiam o PowerPoint
Mas ele tinha algo mais em mente...
Marcadores: Powerpoint, vídeo
Uma ponte até certo ponto
Esta ponte (foto) liga a ilha da Zelândia (Dinamarca) à Suecia, através do estreito de Öresund. Com 7845 metros de comprimento, é a maior ponte rodoferroviária da Europa.Foi uma solução criada pela engenharia contemporânea para não atrapalhar a movimentação local dos navios.
Inicia-se como ponte, num certo ponto mergulha para se transformar em túnel submarino (deixando acima o espaço necessário para a passagem dos navios), e adiante ressurge como ponte.
Marcadores: curiosidade, Engenharia, ponte
24 julho, 2011
Titina para os íntimos

A palavra mais longa em todos os idiomas é o nome químico de uma proteína. Ela tem 189.819 letras pela nomenclatura IUPAC, e você precisaria de 11 horas para pronunciá-la completamente a uma velocidade normal. Começa com Metionil... e termina em ...isoleucina, mas é conhecida também por Titina.
Marcadores: curiosidades, palavras, Química
O xilofone-propaganda de um telefone
O que disse a crítica:
É um japonês que usa madeira norte-americana para fazer um instrumento musical da América Latina que toca a música de um compositor alemão na propaganda de um telefone celular (feio) fabricado na China.
O resultado deste vídeo publicitário da Sharp é um show de criatividade, planejamento e GLOBALIZAÇÃO, digo eu.
Marcadores: Japão, publicidade, vídeo
23 julho, 2011
Bicicletas livres
por Fernando Gurgel Filho
Outro dia ouvi falar de um livro de ficção que descrevia uma cidade onde os carros não tinham dono. Os carros simplesmente ficavam parados onde o usuário o deixava e, se alguém precisasse, podia usá-lo livremente. Não sei quem era o responsável pela manutenção, conserto ou abastecimento, mas a idéia é original e bastante atraente.
Pouco depois, vi a notícia que a prefeitura de Paris inaugurou um sistema parecido. É um sistema de aluguel de bicicletas em pontos espalhados por toda a cidade. O ciclista aluga a bicicleta em um lugar e pode deixar em outro.
A prefeitura se encarrega de manter o número equilibrado em cada ponto, devolvendo as bicicletas para os lugares que porventura fiquem com déficit de bicicletas. E o usuário não precisa se preocupar pois, ao retornar, poderá alugar outra bicicleta e deixá-la no local de destino.
Parece que por lá as coisas têm funcionado. São mais de dez mil bicicletas rodando nas ruas de Paris e a prefeitura promete colocar mais dez mil nas ruas até o final do ano.
Não sei se por aqui a coisa funcionaria. Talvez fosse necessário repor umas mil por dia. Talvez a necessidade de controle tornasse o custo proibitivo, mas creio que é uma boa idéia.
A Universidade de Brasília parece que tentou fazer algo parecido, mas as bicicletas tinham uma estranha mania de sumir. Não se sabe se as bicicletas não gostaram dos alunos ou se os alunos gostaram demais das bicicletas e resolveram "adotá-las" para sempre. Fora do campus, claro.
Do editor para o colaborador:
A foto abaixo fornece alguma pista sobre o sumiço das bicicletas?
Postagens relacionadas:
Casamento ou bicicleta?, Um (b)elo achado, A Lua e as marés, Bicicultura, Bicicleta e automóvel e Novas frentes.
Marcadores: bicicleta, crônica, FGF
Contra trotes
Ao lado, eis a foto de um equipamento especialmente criado para eliminar os alarmes falsos de incêndios feitos por pessoas maldosas.Marcadores: equipamento, incêndio
22 julho, 2011
Lacônicas
Entrando em seu consultório, ela descobriu o braço e disse, simplesmente, "queimadura".
"Um emplastro", indicou-lhe o médico.
No dia seguinte, ela retornou, mostrou-lhe o braço e disse "melhor".
"Manter..."
Alguns dias se passaram até Dr. Abernethy vê-la outra vez. Então, ela disse:
"Ótimo. E seus honorários?"
"Nada", respondeu o médico, explodindo numa loquacidade incomum. "Você é a mulher mais sensata que eu já conheci em minha vida!"
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Paulo,
Semana passada operei uma menina de seis aninhos. Tinha um tumor de pálpebra e usei anestesia local porque a mãe garantiu que a garotinha iria colaborar.
Conversei minutos antes com a paciente mirim e me certifiquei de que se tratava de uma personalidade especial: tranquila, decidida e inteligente.
Acompanhe uma parte do diálogo.
- Doutor! Posso dizer pelo menos "ai" durante a operação?
- Claro que pode. Pode até chorar.
- Chorar, não choro.
Acredite que disse dois "ais" durante o período e nada mais. Nem uma lágrima, nem um movimento, nada, nada.
Está a caminho de se tornar a mulher ideal: calada e sem frescuras.
Marcadores: humor, laconismo, NJC
A Conduta CTA
O Professor Geraldo Gonçalves, regente da disciplina de Reumatologia da Faculdade de Medicina, era também o responsável pelo Ambulatório dessa especialidade, no Hospital das Clínicas da UFC.Suas aulas práticas eram muito concorridas, mercê da sua competência e bem-querência, associada ao trato humanitário que dava aos sofridos pacientes que ali chegavam.
Em 1969, Paulo Gurgel, aluno do quarto ano, estreava nesse ambulatório, um serviço caracterizado pela agilidade no atendimento e pelo aprendizado propiciado a vários acadêmicos, simultaneamente, sob a direta orientação do Prof. Geraldo.
Certa vez, depois que o acadêmico Paulo fez a anamnese, o paciente foi examinado pelo professor, sob os olhares atentos dos seus alunos. Concluso o exame físico, o docente indaga ao estudante Paulo:
- Enfim, qual é a sua impressão diagnóstica?
- Penso que, de acordo com a história clínica e também com os achados do exame físico, esse senhor tem artrite reumatóide - respondeu Paulo.
- Parabéns! O seu diagnóstico está correto. Mas qual será a sua conduta nesse caso, meu rapaz?
- Acho que devo prescrever antiinflamatórios e corticóides - explica o estudante.
- Você está no rumo certo; porém, o mais apropriado é a "Conduta CTA" - estimula o professor.
- "Conduta CTA"? Desconheço tal conduta, mestre. É algo novo que ainda não está em nosso livro-texto?
- Isso não é teórico, meu filho; mas, uma questão prática, bem adequada à nossa realidade.
Nisso, o Prof. Geraldo Gonçalves levanta-se e vai até o armário para retirar algumas amostras para entregar ao paciente, e pontifica com toda a sua espirituosidade:
- "Conduta CTA" significa "Conforme Tenha no Armário".
Para bem guardar na lembrança, o querido mestre juntava as amostras grátis, recebidas dos propagandistas de remédios, que, com regularidade, o visitavam em sua clínica particular, para suprir o seu precioso armário do Ambulatório de Reumatologia do Hospital das Clínicas, os quais eram dispensados aos enfermos despossuídos. Não era ele um Robin Hood, tirando dos ricos para dar os pobres, mas, movidos por seus caros princípios da caridade cristã, guardava para distribuir com quem nada tinha, o que vinha às suas mãos, de graça e sem nenhum favor.
SILVA, Marcelo Gurgel Carlos da - Contando causos: de médicos e de mestres. Fortaleza: Expressão Gráfica e Editora, 2011. p.28-29.
21 julho, 2011
Segura, peão!
Um deles diz que prefere a "de rodeio". E o outro pergunta:
- Como você faz isso?
- É fácil. Eu digo à minha esposa para ficar de quatro sobre a cama. Pelas tantas, quando ela já está realmente gostando da coisa, eu sussurro no ouvido dela: "Sua irmã gosta dessa posição também."
- E então?
- Bem, daí para frente, eu tento não cair durante oito segundos.
Marcadores: piada, posições, rodeio, sexo
Nomes perfeitos para médicos especialistas
Ana Lisa - PsicanalistaK. Godói - Proctologista
Sara Dores da Costa - Reumatologista
Jamil Jonas Costa - Urologista
Glauco Matoso - Oftalmologista
Ema Thomas - Traumatologista
Malta Aquino Pinto - Venereologista
Inácio Filho - Obstetra
Iná Lemos - Pneumologista
Marcadores: especialistas, humor, nomes
20 julho, 2011
O bônus e o ônus
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| Mineiros chilenos: Urzúa, Illanes e Segovia (em recente entrevista coletiva) |
Um grupo de 31 mineiros, dos 33 que ficaram presos durante 69 dias no desabamento de uma mina no norte do Chile, entrou com uma ação contra o Estado por negligência, considerando que o mesmo não garantiu a segurança antes do acidente.
br.notícias.yahoo.com
Marcadores: Chile, Justiça, mineiros
19 julho, 2011
O contador de espirros
Peter Fletcher conta seus espirros e escreve sobre eles no site SNEEZECOUNT. Ele começou essa contagem a 12 de julho de 2007 e, no momento, ficamos todos sabendo que ele já espirrou 2.590 vezes."Uma vez, eu estava contando meus espirros e fiquei perturbado, quando vi alguém espirrar e, a seguir, não olhar atentamente para o relógio, pegar o celular ou abrir o notebook para escrever algo. Testemunhando que as pessoas espirram e não anotam, fiquei inquieto e confuso: como elas estão perdendo seus espirros, deixando-os ir para o lixo?"
Cada espirro tem sua própria postagem, incluindo data e hora, local em que aconteceu, intensidade e, quase sempre, algum comentário.
A propósito, contando os espirros deste blog:
Criar GIFs animados e Uma luz sobre um reflexo.
Mais informações »
Paradas de ônibus

Marcadores: futebol, paradas, São Paulo
18 julho, 2011
Que é o amor?
O amor não faz você sentir-se especial. O nome disso é deficiência física. O amor é outra coisa.
O amor não faz você ouvir sinos enquanto beija. O nome disso é pegação atrás da igreja. O amor é outra coisa.
O amor não deixa você quente, nem leva você apra cama. O nome disso é dengue. O amor é outra coisa.
O amor não deixa você molinho e manhoso. O nome disso é cachaça. O amor é outra coisa.
O amor não te deixa temporariamente cego. O nome disso é spray de pimenta. O amor é outra coisa.
O amor não faz brotar uma nova pessoa dentro de você. O nome disso é gravidez. O amor é outra coisa.
O amor não faz você ouvir o próprio coração. O nome disso é estetoscópio. O amor é outra coisa.
O amor não faz você ficar simpático e amoroso de repente. O nome disso é Natal. O amor é outra coisa;
O amor não liberta. O nome disso é alvará de soltura. O amor é outra coisa.
O amor não faz você ver o mundo cor-de-rosa. O nome disso é veadagem. O amor é outra coisa.
O amor não faz você ver tudo com outros olhos. O nome disso é transplante. O amor é outra coisa.
O amor não faz você se sentir sempre acompanhado. O nome disso é encosto. O amor é outra coisa.
O amor não leva você por caminhos tortuosos, nem o assusta de vez em quando. O nome disso é trem fantasma. O amor é outra coisa.
O amor não faz você chorar sem motivos. O nome disso é cebola. O amor é outra coisa.
O amor não faz você perder a noção do tempo. O nome disso é horário de verão. O amor é outra coisa.O amor não faz você se sentir em outro mundo. O nome disso é autismo. O amor é outra coisa.
Então, afinal, o que é o amor?
Boa pergunta!
Marcadores: amor, equívocos, FGF, humor
Memória. A cassação de Vinicius
"'Assunto: Vinicius de Moraes. Demita-se esse vagabundo.
Carlos Castello Branco, em edições diferentes de sua coluna jornalística, no ano de 1990, publicou duas cartas - a primeira, de um missivista anônimo, amigo do poeta; a segunda, de Laetitia C. de Moraes Vasconcellos, irmã de Vinicius - que estão integralmente transcritas no site VINICIUS DE MORAES, seção Outros olhares, sob os títulos "Como Vinicius de Moraes deixou o Itamarati" e "Ainda sobre a cassação de Vinicius de Moraes".
À consideração dos leitores. PGCS
Marcadores: Brasil, história, polêmica
17 julho, 2011
Xingando em nagô
Vinícius e Toquinho voltam da Itália onde tinham acabado de inaugurar a parceria com o disco "A Arca de Noé", fruto de um velho livro que o poetinha fizera para seu filho Pedro, quando este ainda era menino. Encontram o Brasil em plena ditadura militar. A censura em alta, a Bossa em baixa. Opositores ao regime pagando com a liberdade e a vida o preço de seus ideais.
O poeta é visto como comunista pela cegueira militar, e ultrapassado pela intelectualidade militante que, pejorativa e injustamente, classifica sua música de "easy music". No teatro Castro Alves, em Salvador, é apresentada ao Brasil a nova parceria. Vinícius está casado com a atriz baiana Gesse Gessy, uma das maiores paixões de sua vida, que o aproximaria do candomblé, apresentando-o à Mãe Menininha do Gantois. Sentindo a angústia do companheiro, Gesse o diverte, ensinando-lhe xingamentos em Nagô, entre eles "a tonga da mironga do cabuletê", que significa o pêlo do c... da mãe. O mote anal e seu sentimento em relação aos homens de verde-oliva inspiram o poeta.
Com Toquinho, Vinícius compõe a canção para apresentá-la num show no Teatro Castro Alves. Era a oportunidade de xingar os militares sem que eles compreendessem a ofensa. E o poeta ainda se divertia com tudo isso: "Te garanto que na Escola Superior de Guerra não tem um milico que saiba falar nagô".
Fonte: CASTELLO, José. Vinicius de Moraes: o Poeta da Paixão. São Paulo: Companhia das Letras, 1994. 456p.
Marcadores: Brasil, ditadura, MPB, vídeo
A informática na Idade da Pedra
Onde ver outros cartoons do gênero: Stone-age computers.
Marcadores: cartoon, informática, pré-história
16 julho, 2011
Les voyeurs
Para avivar o interesse dos leitores sobre o website, eu escolhi esta foto:
Les voyeurs = Os brecheiros, no bom português.
Marcadores: família, fotografia, site
Preservativos. Diferentes apresentações
Um homem caminha no interior de uma drogaria acompanhado por seu filho de dez anos.
Ao passarem pela seção de preservativos o menino pergunta:
- O que é isso, pai?
O pai responde:
- São preservativos, filho. Os homens usam para fazer sexo seguro...
- Ah, sim..., responde o menino, pensativo. Eu já ouvi falar disso nas aulas de educação sexual na escola.
Ele olha para a prateleira, apanha um pacote de três preservativos e pergunta:
- Por que há três neste pacote?
O pai responde:
- Estes são para garotos do Segundo Grau. Um para a sexta, um para o sábado e um para o domingo.
- Legal, diz o menino.
A seguir, o menino pega um pacote com seis e pergunta:
- E estes? São para quem?
- São para garotos da Faculdade, o pai responde. Dois para a sexta, dois para o sábado e dois para o domingo.
- Uau! - exclama o menino. Então, quem usa estes? - pergunta o menino, já tendo apanhando um pacote com doze.
Com um suspiro, o pai responde:
- São os homens casados, filho. Um para janeiro, outro para fevereiro, outro para março... e assim por diante até dezembro.

Flagrante de um homem casado abrindo com os dentes a sua camisinha mensal. Este esforço físico (que inclui o que fará nos momentos seguintes) o deixa muito extenuado e exige dele um longo período de recuperação. PGCS
Marcadores: anedota, camisinha, sexo
15 julho, 2011
Um "site" de chocolate
Também veja o vídeo com o "baking of" do site.
Trata-se de uma jogada inteligente de marketing do fabricante da cerveja "Sagres Preta Chocolate", que "não tinha dinheiro suficiente para realizar uma campanha na mídia impressa ou na televisão".
Marcadores: chocolate, publicidade, site
Vulcões no Brasil
Como o Pico do Cabuji, também conhecido como Peito de Moça, que fica no município de Angicos, Rio Grande do Norte. No caminho entre Natal e Mossoró, e há quem diga que ele, com seus 590 metros de altitude, é o verdadeiro Monte Pascoal. Bem, como é um Peito de Moça que já mirrou (desde o Holoceno), é melhor eu seguir viagem.
À ilha de Trindade, que tem numerosos centros vulcânicos. A cerca de 1200 quilômetros da costa do Estado de Espírito Santo, e com íngremes paredões, essa ilha só pode ser visitada de helicóptero. E uma pequena guarnição da Marinha brasileira que vive por lá diz nunca ter visto sinais de atividade vulcânica. Precisaria ter residência fixa na ilha há 40 mil anos para ter pisado na lava ainda quente.
Ah, o Vulcão de Nova Iguaçu! Situado no município de mesmo nome no Rio de Janeiro, este vulcão está completamente extinto. Aliás, pode até não ter existido. As comunidades acadêmicas estão divididas e mantêm há anos acaloradas discussões sobre a realidade do vulcão, indo das placas tectônicas ao fluxo piroclástico. Etc. A mim pouco importa que grupo vá ganhar a contenda, eu não preciso deste vulcão para acendrar (sinônimo de limpar com cinzas) a alma do meu Brasil varonil.
Não muito longe de Nova Iguaçu, mais precisamente na capital do Estado, é onde eu encontro finalmente o meu argumento a fortiori. Ocorre no Rio de Janeiro a maior concentração de vulcões do mundo. A cidade tem centros vulcânicos para islandês nenhum botar defeito. Disfarçados de bueiros da Light, eles explodem a todo instante pela cidade, inquietando a população. E basta uma centelha num desses hot points para garantir a sua ignição.
Mais informações »
Marcadores: bueiros, humor, RJ, vulcão
14 julho, 2011
Plunct, Plact, Emoticon

Leitura complementar: 10 Things You Didn't Know About Emoticons
Marcadores: carimbo, emoticons, Japão
Feliz aniversário, Netuno!
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| journeytothestars |
O planeta levou quase 165 anos terrestres para fazer essa revolução em torno do Sol. A serem traduzidos para... 1 ano de Netuno, daí o aniversário.
Um exemplo bem diverso é Vênus, que tem os anos mais curtos do que os dias.
Poderá também gostar de ver
O ritmo dos planetas.
13 julho, 2011
Escreva Pola, Escreva
Não, não é uma pergunta feita pelo Cebolinha!
Pola é a escritora que encantou o mundo literário em Paraty.
Seria uma injustiça, além de flagrante descortesia, dizer “enfim, uma cabeça pensante bonita pra dedéu”! Intelectual, do gênero que for, não é, necessariamente, feio! Está mais para esquisito pelo conjunto da obra de seus hábitos. Nada nunca tão inusitado quanto as características descritas na apresentação que a imprensa brasileira fez de Pola Oloixarac, a coisa mais fofa da Flip que hoje se encerra. Ela é, segundo o noticiário, linda, profunda, surfista, inteligente, pin-up, tecnológica, nerd, filosófica, blogueira, antropofágica, totalmente “marxista de direita” (como se define citando Alexandre Kojève). Faz snowboard, pinta as unhas de azul, mora à beira de um lago gelado, enfim, só faltava, em vez de argentina, ser boa motorista e cozinheira de mão cheia.
Não fosse o escritor português valter hugo mãe dar uma ofuscadinha na moça com sua verve literária encantadora e seu fascínio pelo Brasil, o frisson em torno da dela teria fugido de controle na Flip. “Que Pola é essa?” – perguntavam-se uns aos outros os intelectuais. O sobrenome Oloixarac rendeu-lhe o apelido “Mulher-Vulcão”. Pintou em Paraty uma espécie de Gisele Bündchen da literatura mundial. Sem nenhum demérito ao debate cultural proposto pelos organizadores do evento, foi muito bom para os participantes do encontro só pensar naquilo por alguns bons momentos da festa.
Depois de Pola, dificilmente a Flip escapará da escalação de uma musa em seu cardápio de atrações. E, pelo ti-ti-ti da beira do cais, a mais forte candidata ao posto em 2012 é a francesinha Tristane Banon, jornalista e escritora que chamou Dominique Strauss-Kahn de “chimpanzé no cio” em processo de tentativa de estupro que move em Paris contra o ex-diretor-gerente do FMI. Além de corajosa, ela usa calça jeans rasgadas na coxa, adora cachorro, vem de família socialista e, fetiche dos fetiches nesse meio, é completamente loura.
Marcadores: FGF, Flip, literatura, musa
É uma série de criações de Ben Heine, um talentoso artista belga que combina fotografias com desenhos a lápis.
Marcadores: desenhos, fotografias, slideshow
12 julho, 2011
Sobre a flatulência humana
Pois existem, como ele constatou, "aspectos curiosos e surpreendentes da relação humana com o corpo, particularmente no que se refere ao componente gasoso deste."
| Marcelo Gurgel, Juliana Oliveira e Moacir Scliar (no EPI2008) |
Para não dizer que eu não falei de flatos
Um termograma explicado e Mr. Methane.
Comentário
Algum tempo atrás, um artigo chamou-me a atenção e escrevi o texto abaixo:
Vocês conhecem o H2S, cujo nome científico é sulfeto de hidrogênio, mais conhecido como gás sulfídrico e popularmente chamado de peido, pum ou simplesmente gases?
Pois é, ele está presente também no ovo podre e na fermentação natural da uva. Ou seja, aquele vinho caríssimo, delicioso e que acompanha comidas e comíveis, antes de se tornar iguaria, teve seu momento desagradável de gás sulfídrico.
Pausa para espantar os gases: sempre fico intrigado como a humanidade começou a comer alguns alimentos estragados e como eles se tornaram o que tem de melhor em nossas mesas. Deve ter sido muita fome de nossos ancestrais. Quem recusa, hoje, um leitinho estragado (coalhada, creme de leite, queijo)? Ou um queijinho mofado ( (roquefort, camembert, gorgonzola)? Ou, ainda, frutas ou grãos podres (aluá, vinho, cerveja)? Quase ninguém, claro!
Voltemos aos nossos gases, pois agora vamos aproveitar injeção de peido. Pois é, o que não faz a necessidade?!
Com a economia em crise e as mulheres reclamando que está tudo em baixa, talvez aí esteja a nova sensação do mercado: peido engarrafado, “já vem pronto e tabelado, é somente requentar e usar” (Gil e Mutantes), pois descobriram que o gás sulfídrico é um poderoso viagra natural, além de ter “a capacidade de baixar o metabolismo, deixar-nos num estado de hibernação, abrindo o caminho para o tratamento de pessoas sob grandes traumas, em estado de choque, em operações de peito aberto, cirurgias complexas etc.”
Marcadores: crônica, curiosidades, FGF, flatulência
Número de Münchausen

Marcadores: curiosidades, matemática, número
11 julho, 2011
Os computadores
Marcadores: computador, Deus, Twitter
Presente de grego. Exceção
Os gregos, conscientes do dilema, optaram por ceder suas próprias balas aos sitiados, a fim de que estes não danificassem o Partenon.
Marcadores: Grécia, guerra, patrimônio
10 julho, 2011
Milionário envergonhado
Berlim é linda, as pessoas são ótimas e eu gosto muito daqui. Mas, pai, eu fico um pouco envergonhado ao chegar na universidade com minha Ferrari 599GTB, de ouro puro, enquanto meus professores e meus amigos estudantes vêm para cá de trem.
Seu filho,
Nasser.

Meu caro e amado filho,
Transferi vinte milhões de dólares americanos para sua conta. Pare de nos envergonhar. Vá e compre um trem pra você também.
Seu pai.

Billy Blanco (1924-2011)
Iniciou sua carreira artística nos anos 1950, apresentando-se em festa e clubes com o Sexteto Billy Blanco. Gravou suas primeiras músicas nos anos 50, surpreendendo a todos por seu estilo de samba sincopado. E obteve o primeiro sucesso com "Estatutos da gafieira", cantada por Inesita Barroso, em 1954.
Criou mais de 300 canções, algumas delas com parceiros como Tom Jobim, Baden Powell, Silvio Caldas e Sebastião Tapajós. Foram seus principais intérpretes: Dick Farney, Lúcio Alves, Dolores Duran (de quem foi namorado), Elis Regina e Hebe Camargo.
Também fez trilhas musicais para o cinema, músicas para peças teatrais e novelas, e produziu jingles para campanhas publicitárias.
Billy Blanco dedicou-se à música sem abandonar a profissão de arquiteto.
Teresa da Praia (c/ Tom Jobim) (1)
Pistom de gafieira
A banca do distinto
Mocinho bonito
Estatutos da gafieira
Se a gente grande soubesse... (2)
Pano legal
Samba triste (c/ Baden Powell)
Aparição
Lágrima flor
Aeromoça
(2) Um momento particularmente inesquecível foi ouvir esta canção, classificada em 4º lugar no I Festival Internacional da Canção (TV Globo, 1966), interpretada por seu filho Billinho, então com nove anos de idade, e pelo Quarteto em Cy.
Marcadores: Brasil, homenagem, música, vídeo
09 julho, 2011
Troféu de lama

Marcadores: Holanda, porcos, troféu
Classificação de livros

O Ministério da Justiça do Brasil classifica filmes, jogos eletrônicos e programas de televisão.
L, 10, 12, 14, 16 e 18 são as faixas de classificação usadas.
Os livros estão fora disso.
Marcadores: classificação, livros
08 julho, 2011
Onde estava você?
- Onde estava você, camarada Krushchev, quando todas essas pessoas estavam sendo massacradas?
Krushchev parou, percorreu o Salão com os olhos e disse:
- O homem que acabou de fazer essa pergunta poderia ter a bondade de se levantar?
A tensão foi crescendo no grande Salão. Ninguém se mexeu. Ninguém abriu a boca. Até que Krushchev disse:
- Bem, seja lá quem for, já tem a resposta à sua pergunta. Eu estava exatamente na mesma posição em que você está agora.
08/07. Aniversário de Ouro Preto
Aproveito para mandar um abraço a um colaborador nosso, o mineiro-cearense Nelson José Cunha, que viveu parte de sua infância a esbaldar peraltices pelas ruas de Ouro Preto.
A mais, um vídeo da Mesquita Turismo que mostra imagens (que Nelson conhece muito bem) de Ouro Preto, enquanto voa uma canção: "Voa, bicho", cantada por Milton Nascimento e Maria Rita.
Curiosidade
Está localizada no centro-oeste do estado de Indiana, EUA, a Cidade Brasil. Em inglês, City of Brazil, que é atual sede do Condado de Clay.
Na década de 1840, o proprietário de uma fazenda na região decidiu que a sua fazenda seria chamada Brazil. O Brasil estava sendo objeto de notícias naquela época, e uma notícia que especialmente chamou a atenção do fazendeiro falava sobre a cidade de Ouro Preto, em Minas Gerais. E, no cabeçalho da notícia, constava o enunciado "City of Brazil", fonte de sua inspiração.
Marcadores: aniversário, cidades, MPB, vídeo
07 julho, 2011
O Cinemagraph
Bem, é mais do que uma foto, porém não é um vídeo.
Foram Jamie Beck e Kevin Burg os criadores dessa moderna técnica de "descongelar" fotografias que está sendo chamada de Cinemagraph.
Marcadores: digital, fotografia, técnica
Transtornos mentais. Pôsteres
"Eu estava fazendo uma pesquisa sobre saúde mental e me deparei com uma lista de transtornos mentais. Então, escolhi alguns (para criar cartazes), colocando-me sob o desafio de defini-los em estilo minimalista. E comecei com o TOC - Transtorno Obsessivo Compulsivo (imagem ao lado)." Patrick Smith, Adapt.
Clique sobre o link acima para ver todos os pôsteres da série. PGCS
Marcadores: distúrbios mentais, minimalismo, pôsteres
06 julho, 2011
Física aplicada - 2

Física
---Hidráulica.
------Mecânica de fluidos
---------Vasos comunicantes
------------Exemplo
Aula anterior: Física aplicada - 1
05 julho, 2011
Com a fotografia na ponta dos dedos
Penso, logo cito - 25
“A raposa sabe muitas coisas, mas o porco-espinho sabe uma coisa muito importante.”
Ao lado, a ilustração de uma fábula de Esopo, A raposa e o porco-espinho, na qual a raposa é que sabe uma coisa. Já o porco-espinho...
Marcadores: fábula, pensamento
04 julho, 2011
Manifesto pela perda de tempo
Porém, podemos ter o melhor da vida perdendo mais tempo.
Não há nada que nos faça ganhar mais da vida do que perdendo tempo com o que, para algumas pessoas, são apenas futilidades, mas que podem, com o tempo, fazer a grande diferença na vida.
Antes de reclamar o tempo perdido, comece a PERDER TEMPO agora mesmo:
- Meditando, sem pensar em nada, para ganhar paz e harmonia e, consequentemente, mais saúde.
- Lendo livros, ouvindo músicas ou vendo filmes, viajando na fantasia, para ganhar mais conhecimento, sabedoria, ou apenas por pura diversão.
- Estudando coisas sem nenhuma utilidade, por simples prazer, para ganhar mais prazer no estudo das coisas obrigatórias.
- Ficando de pernas pro ar um dia inteiro, sem fazer nada, indolente, para ganhar mais energia.
- Andando descalço na areia da praia, olhando o horizonte com a brisa batendo no rosto, para ganhar lembranças boas que durem o ano todo, ou toda a vida.
- Admirando o dia raiar ou findar, apreciando a beleza e a energia do momento, para ganhar um alto astral para o resto do dia ou da noite.
- Tomando um café com canela, sem pressa, no bar da esquina, para curtir a sensação de que o tempo parou e ainda ganhar um dedo de prosa descompromissada, sem preocupações.
- Sentado no boteco com o(a)s colegas, falando besteiras ou ouvindo seus problemas, para ganhar mais amigos e amigas.
- Conversando com os amigos e amigas, ouvindo o que gostamos ou o que detestamos, para ganhar mais confiança na luta do dia-a-dia.
- Tomando um sorvete na rua, degustando sem pressa, para ganhar o prazer do sabor pelo sabor.
- Levando os filhos para brincar no parque, andar de bicicleta, passear no zoológico, ou apenas andar na rua, para ganhar a alegria de um dia inesquecível para eles.
- Ouvindo os filhos e o cônjuge, com atenção e interesse, para ganhar um lar mais prazeroso e uma família mais acolhedora.
Vale até perder tempo ouvindo o chefe, pacientemente, para ganhar mais tempo sem fazer nada!
Não há limites para o que ganhamos com a perda de tempo.
Cada minuto de tempo perdido pode valer toda uma vida.
Marcadores: FGF, manifesto, tempo
A pedra de Pedro

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03 julho, 2011
O maquinista
São pessoas especiais para mim, e para quem deles se acercou algum dia para lhes sentir suas bondades. São os bons camaradas desta vida, exemplos de médicos com alma de anjo, que curam só com a presença, pois enfermidades são metade doença, metade carência, e o afeto é o melhor e mais doce dos remédios. O Aloísio já é um Monlevadense despedido: foi para a capital. O Custódio ainda está por aqui ao alcance de quem duvidar da história que vou lhes narrar.
Recém chegados a Monlevade, em plena temporada de frio junino, o telefone tocou na casa de um deles convocando-os para um atendimento de emergência. Um trem de minério da Vale do Rio Doce havia tombado a poucos quilômetros daqui e havia feridos. Prontamente, desceram para o local do acidente e lá souberam que ainda havia uma vítima debaixo das ferragens. Era o maquinista, que gemia e clamava por socorro. Dizia ter as duas pernas quebradas e não suportava mais a dor das múltiplas fraturas.
O chefe da estação quando viu chegar a dupla de médicos gritou para o maquinista aprisionado:
-Beraldo! Os médicos chegaram, tenha paciência que eles vão te salvar.
Mas, para surpresa de todos, o Beraldo se calou.
Daí em diante, a mudez do maquinista dificultou o atendimento. Como localizar o sobrevivente se ele havia se calado e se perdido naquele monte de ferragens?
Além da escuridão do local havia minério de ferro derramado junto aos destroços dos vagões retorcidos.
O que poderia ter acontecido com ele se há bem pouco gritava pedindo ajuda? Poderia ter desfalecido com a demora do atendimento. Quem sabe até morrido com a peso da locomotiva em cima de si.
E saíram, cada um com a sua lanterna, procurando o Beraldo. Anunciavam que os médicos estavam presentes e chegaram dispostos a dar alívio ao pobre maquinista sepultado.
- Beraldo! Beraaaldo ! Beraldô ! ... Os médicos chegaaaaram...
E nada do Beraldo responder.
Continuaram as buscas revirando ferragens e vasculhando com a lanterna os recônditos do trem acidentado. Finalmente encontraram o infeliz em estado lastimável, mas consciente e capaz de falar.
- Beraldo, porque você se calou justamente agora que os médicos chegaram?
E o Beraldo calado...
- Você não vê que atrasamos o seu resgate ao não ouvir sua resposta?
- Pensamos que você tinha piorado. Já estava todo mundo preocupado.
O Beraldo então abriu a boca:
- Num é por nada não. É porque vocês falaram que tinha chegado um médico.
Neste ponto ninguém entendeu mais nada. O maquinista não queria ser atendido, ou tinha pirado com a pancada? E o Beraldo, meio sem jeito, confessou:
- É que eu tenho medo de injeção.
Foi preciso sair todo mundo de perto segurando o riso.
Nelson José Cunha
Marcadores: acidente, conto, médicos, NJC, trem
O nascimento do umbigo
Bônus
Dois ensaios que foram injustiçados pelo IgNobel, nas premiações de 2000 e 2009, respectivamente:
In search of the ideal female umbilicus,
Umbilicus as a fitness signal in humans.
Marcadores: humor, umbigo, vídeo
02 julho, 2011
Sábado no Parque
Nesta sexta edição anual, o projeto Férias no Ceará irá contemplar, com turnês de apresentações de consagrados artistas, 32 municípios cearenses.
Amanhã (03/07), finalizando a programação de "Sinfonia para o Verde", o público poderá conferir no Iguatemi Fortaleza (estacionamento da área da Estação de Tratamento), a partir das 16 horas, as apresentações do sanfoneiro Waldonys e da Camerata da Unifor, em um encontro inédito.
Os dois espetáculos são gratuitos.
Marcadores: Fortaleza, música, shows
Antes disso, pesquisei na internet informações sobre os subscritores dos tais "cheques".
E encontrei um site que apresenta uma fantástica quantidade deles, resultante das remessas de muitos colaboradores.
Trata-se de The Playcheck, não deixe de acessá-lo após ver esta apresentação.
Marcadores: arte, cheque, site, slideshow




























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